Já passou o tempo em que as pessoas que sofriam de incontinência urinária, disfunção erétil, vagininsmo, entre outros, tinham de conviver com a disfunção para o resto da vida. Da mesma forma que vamos ao fisioterapeuta quando temos dores nas costas ou nos joelhos, também devemos procurar este mesmo profissional quando e sentimos dores na região pélvica.
Isso porque, para amenizar - ou até mesmo curar - essas disfunções, existe a fisioterapia pélvica. Trata-se de uma técnica que visa prevenir e tratar qualquer disfunção do assoalho pélvico - conjunto de músculos e ligamentos na região da bacia, que sustentam órgãos como bexiga, útero, intestino e tudo o que fica na região baixa do abdômen. Ou seja, pode ser interpretada como uma espécie de "ginástica" para essa musculatura mais íntima.
Atualmente, essa é uma das mais eficientes opções de tratamento das disfunções da área pélvica, como incontinência urinária, disfunção erétil, vaginismo, endometriose, ou até mesmo para auxiliar mulheres grávidas que vislumbram o parto vaginal. E esse serviço já é oferecido em clínicas de Bauru.
Homens e mulheres, em qualquer fase da vida, podem se beneficiar da técnica caso tenham algum desconforto na região da pelve, seja ele miccional (incontinência urinária e bexiga hiperativa), evacuatório (escapes de fezes e gases ou dificuldade para evacuar), sexual (dores ou desconfortos durante a relação, ausência ou diminuição do prazer, vaginismo) e dor (cólicas e dores ao urinar ou evacuar, endometriose).
"Não é normal que as pessoas tenham que conviver com esses problemas. Hoje, é muito raro algum problema nessa região não ser curável, e a fisioterapia pélvica é muito indicada, pois o resultado vem rapidamente, na maioria das vezes, e devolve a qualidade de vida do paciente", explica Isabela Caramaschi, 26 anos, profissional especializada na área que atua em uma clínica particular no Jardim América, em Bauru.
CAUSAS
Obesidade, falta de exercícios físicos, doenças na bexiga, cirurgias que possam ter machucado a área pélvica, envelhecimento e gravidez estão entre as causas das disfunções. "A região pélvica é muito íntima e, por isso, as pessoas geralmente têm vergonha de falar sobre esses problemas. Imagine uma senhora que sofre de incontinência urinária e evita sair de casa por medo ou vergonha de um vazamento. Com o tratamento, que muitas vezes a pessoa sequer sabe que existe, ela pode se curar, recuperar a qualidade de vida e a liberdade", explica Caramaschi.
Para o tratamento, existem vários recursos que podem ser usados, de acordo com a particularidade de cada paciente. Mas, de modo geral, os mais usados são os dispositivos de biofeedback e os eletroestimuladores (leia mais no quadro). "Dependendo da disfunção da pessoa, o resultado pode aparecer rapidamente, em três sessões. Alguns casos demoram mais, cerca de três meses. Mas nosso objetivo é que o paciente tenha resultado o mais rápido possível, para poder viver bem", completa a fisioterapeuta.