Tribuna do Leitor

Nação (Brasil) Zumbi e o lampião a gás

Demerval Assis da Silva
| Tempo de leitura: 1 min

O que me parece às vezes é que estamos vivendo um 'sonho' coletivo, uns no instante mais vívido dos sonhos, o R.E.M. (Movimento rápido dos olhos - sigla em inglês). Já outros num instante mais distinto, porém, todos sonhando, mesmo estando acordados ou dormindo. Uns vivenciando um sonho bom, outros um pesadelo dos piores horrores.

Estranho, muito estranho, agora padres, pastores, rabinos, imãs ou pais de santo tinham como questões (diferenças hostis entre seus deuses) quase que exclusivamente nas bases religiosas, para guerra ou para paz.

Hoje, no entanto, no Brasil isso está no "político", o deus que nos une ou aquele que nos separa. Um político carne e osso, que tem um infinito espaço entre o homem e o divino. Fenômeno que confundi agora mais que noutras horas, o que seria a luz, ou o que seria treva, o que manipula e o que é manipulado.

E em tempos das "ligth-emitting diode" (diodo emissor de luz), as luzes de LED, quando se esconde a luz do sol, estamos voltando aos fétidos lampiões, que usavam óleo de peixe (no Brasil de cento e sessenta anos atrás).

Isso como forma de iluminação pública ou os lampiões a gás, se preferirem, com o termo em inglês "Gaslighting" usados aqui, num quase oximoro, entre a minha percepção e a forma de pensar do pastor, usada no texto da coluna "Reflexão e Fé", do JCNET.

"Estão comendo o mundo pelas beiradas

Roendo tudo, quase não sobra nada

Respirei fundo, achando que ainda começava

Um grito no escuro, um encontro sem hora

marcada" (Nação Zumbi)

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