Internacional

Italianos tomam ruas de Roma em ações contra grupos anti-vacina

FolhaPress
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Roma - Dezenas de milhares de pessoas se reuniram em Roma neste sábado (16) para pedir ao governo ações contra grupos, chamados de neofacistas, envolvidos nos protestos violentos contra a adoção do passaporte sanitário. Os protestos que já duram uma semana são contra a obrigatoriedade do "Passe Verde" e também da vacinação compulsória, que entrou em vigor nesta sexta-feira.

Os manifestos veementes estão grandes por parte de um grupo que defende a liberdade individual, que cada pessoa escolha se quer ou não ser vacinada e não concorda com o "Passe Verde", agora obrigatório a todos os trabalhadores.

Quem não tiver o "Passe Verde" será suspenso do emprego, sem direito a pagamento. Se tentar burlar a regra e trabalhar sem o comprovante, a pessoa pode ser multada em até 1.500 euros (R$ 9.500).

Em protesto, barricadas foram montadas na entrada de dois dos mais importantes portos do país, em Gênova e Trieste, que registrou os maiores protestos, com cerca de 6.000 manifestantes. E até ontem continuavam como área de conflito.

80% VACINADOS

O governo divulgou que 80% dos maiores de 12 anos já estão totalmente imunizados.

Ao todo, cerca de 15% dos trabalhadores do setor privado do país e 8% do setor público não têm o Passe Verde.

SEMANA TENSA

Por causa dos protestos, na semana passada, a polícia prendeu 12 pessoas e 38 agentes de segurança ficaram feridos e alguns grupos romperam barreiras policiais para chegar ao gabinete do premiê Mario Draghi, enquanto outros invadiram a sede do maior sindicato da Itália, a Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL) (leia mais ao lado).

Muitos dos que participaram dos atos deste sábado levaram bandeiras da CGIL enquanto marchavam até a praça San Giovanni, um lugar associado historicamente à esquerda italiana.

 

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