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ViaRondon discutirá os impactos de marginal no Jardim Araruna

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Vai ter diálogo. Após repercussão de reportagem do JC da última quinta-feira (14) e do JCNET neste domingo (17), que mostraram a insatisfação dos moradores do Jardim Araruna e pedido de revisão do projeto da concessionária ViaRondon com relação à nova marginal que será construída ali, a empresa comunica que vai participar de uma nova reunião em Bauru nesta quinta (21). Este novo trecho marginal da rodovia Marechal Rondon (SP-300), se mantido, cortará dezenas de árvores e fará com que boa parte do trânsito seja redirecionado para o bairro. Quem faz a intermediação desta nova reunião é o vereador Marcelo Afonso (Patriota), líder da prefeita Suéllen Rosim na Câmara.

Ao JC, a ViaRondon informou que recebeu o convite do parlamentar para participar de reunião na Secretaria de Planejamento (Seplan), na próxima quinta-feira (21), para tratar sobre as solicitações de moradores referente às obras das vias marginais. A concessionária confirma que enviará um representante. O horário ainda será definido.

"Tive uma primeira reunião com os moradores do Araruna no dia 30 de setembro e nos colocamos à disposição para intermediar. Fiz o contato com a concessionária e agora pretendo encaixar a agenda da prefeita para que ela consiga participar também da reunião, junto com os secretários da Seplan (Nilson Ghirardello) e de Obras (Leandro Joaquim)", comenta Marcelo Afonso. O vereador também fez o convite para moradores do Araruna e ao advogado que os representa, Edilson Marciano.

RELEMBRE O CASO

Neste domingo, os moradores do Jardim Araruna, em reunião entre líderes comunitários e um advogado que representa os moradores, haviam decidido ingressar com uma ação popular coletiva de "obrigação de não fazer", contra a ViaRondon. O objetivo, segundo eles, era justamente discutir o projeto e minimizar os impactos das obras naquele trecho. Ao todo, 65 moradores haviam aderido à proposta, segundo o advogado Edilson Marciano.

Como mostrou o Jornal da Cidade, alguns moradores tiveram acesso ao projeto da obra que mostra a etapa que compreende, principalmente uma importante rua do bairro, a Severino Dantas de Souza, que terá, futuramente, o trânsito desviado em maior intensidade. Porém, na reunião de domingo ficou demonstrado, de acordo com o advogado, que mesmo quem reside em outras regiões do bairro teme pelos efeitos do projeto.

Segundo Edilson Marciano, a questão do dano ao meio ambiente, segundo ele, não é somente o corte das árvores, que neste aspecto é até secundário. O problema maior é a saúde dos próprios moradores que estará em risco, as pessoas terão um trânsito gigantesco passando na porta da sua casa.

A moradora e protetora independente, Soraya Gasparini, lamenta a possibilidade de corte de árvores, mas também destacou o impacto econômico que deve ocorrer no comércio local, já que várias ruas, segundo ela, praticamente vão deixar de existir, por ficarem sem saída, o que afeta o comércio pela redução do fluxo de pessoas.

 

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