Regional

Reginópolis terá nova eleição

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Reginópolis - Os eleitores de Reginópolis (70 quilômetros de Bauru) voltarão às urnas no próximo dia 5 de dezembro para escolher novo prefeito e vice. Resolução que regulamenta realização do pleito suplementar na cidade foi aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por unanimidade, em sessão ocorrida nesta segunda-feira (18). A candidata mais votada em novembro de 2020, Carolina Araújo de Sousa Veríssimo, a Carola, do MDB, teve o registro indeferido em segunda instância e o órgão determinou nova eleição.

De acordo com o TRE, estarão aptos a votar eleitoras e eleitores em situação regular perante a Justiça Eleitoral e com domicílio no município até o último dia 7 de julho. Para se candidatar, é necessário que o interessado tenha domicílio eleitoral em Reginópolis desde 5 de junho e filiação partidária deferida.

As convenções partidárias para escolha dos candidatos aos cargos e para formação de coligações ocorrerão no período de 28 de outubro a 2 de novembro. O registro das candidaturas deverá ser solicitado até as 19 horas do dia 5 de novembro. Já a propaganda eleitoral será permitida a partir do dia 6 de novembro.

RELEMBRE O CASO

Carola teve o registro de candidatura indeferido em razão de condenação por improbidade administrativa nos autos de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público (MP) em 2006. Segundo a ação, ela teria contratado irmão e cunhada de vereador para cargo em comissão durante seu mandado de 2001 a 2004.

A decisão transitou em julgado em outubro de 2020. Na ocasião, por determinação da Justiça, Carola foi afastada da prefeitura e deu posse ao vice-prefeito, filho dela. A sentença previa a suspensão dos direitos políticos dela pelo prazo de cinco anos.

A ex-prefeita se candidatou para a reeleição e, com o registro indeferido, mas com recurso pendente, pôde disputar o pleito de 2020. Ela foi reeleita com 1.772 votos (46,73% dos votos válidos), mas não assumiu o cargo. Desde janeiro deste ano, a cadeira do Executivo é ocupada pelo presidente da Câmara, Ronaldo Correa (Podemos).

O advogado de Carola, Luiz Fernando Piccirilli, explicou que ainda aguarda a análise, pelo Tribunal de Justiça (TJ), de julgamento de agravo para que o início da suspensão dos direitos políticos seja considerado a partir de 2014, quando o TJ negou seguimento a um recurso apresentado por ela e ela foi tentando, segundo ele, "destrancar" a ação.

"Ela foi tentando fazer esse recurso subir para instâncias superiores. Eu entendo, e já tem decisões nesse sentido, que deve retroagir (essa suspensão) para 2014. O início do cumprimento dos cinco anos deveria ser 2014", afirma.

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