Ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (20) estar cercado de amigos do Poder Judiciário, num aceno ao Poder alvo de uma série de ataques do mandatário antes dos atos de raiz golpista do 7 de Setembro.
A declaração de Bolsonaro foi dada durante cerimônia de sanção do projeto de lei que cria o Tribunal Regional Federal da 6ª Região, em Minas Gerais. Ele não comentou o relatório final da CPI, mas antes da cerimônia, durante pronunciamento em Russas (CE), ele disse "não ter culpa de nada" e afirmou que os senadores do colegiado "nada produziram" além de "ódio".
"Como seria bom se aquela CPI estivesse fazendo algo de produtivo para o nosso Brasil. Tomaram tempo do nosso ministro da Saúde, de servidores, de pessoas humildes e de empresários. Nada produziram a não ser o ódio e o rancor entre alguns de nós", declarou Bolsonaro. "Mas nós sabemos que não temos culpa de absolutamente nada", completou.
Já o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que processará o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, senador Renan Calheiros (MDB-AL), por abuso de autoridade e denunciação caluniosa. Renan incluiu Barros no relatório final da CPI como indiciado.
As defesas do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e do então secretário Élcio Franco não se manifestaram.