A Prevent Senior assinou ontem o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público de São Paulo em que se compromete a vetar o uso do "kit covid" e a realização de pesquisas internas com remédios comprovadamente ineficazes contra o novo coronavírus. A operadora de saúde é acusada de administrar medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina sem o consentimento dos pacientes e de esconder ocorrências de mortes.
O advogado Aristides Zacarelli Neto, que representa os irmãos Fernando e Eduardo Parrillo, donos da empresa, se reuniu na tarde de ontem com o promotor de Justiça Arthur Pinto Filho, responsável pela investigação na esfera cível, para selar o acordo. Zacarelli disse que o TAC "não produz prova e muito menos admite culpa". Segundo ele, o objetivo da assinatura foi "aproximar e dar mais voz aos colaboradores e beneficiários". "A empresa é sólida e sairá ainda mais forte deste momento."
O termo livra a operadora de uma eventual ação civil pública pela conduta na pandemia. A multa em caso de descumprimento varia de acordo com a cláusula - entre R$ 10 mil e R$ 100 mil por ocorrência.