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Guedes defende plano social do governo

Agência Brasil
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Brasília - As mudanças no teto federal de gastos para financiar parte do Auxílio Brasil não abalarão os fundamentos fiscais do país, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em declaração conjunta ao lado do presidente Jair Bolsonaro, ele disse preferir ter a gestão avaliada com uma nota mais baixa para ajudar a população mais vulnerável. "Entendemos os dois lados, mas não vamos tirar 10 em política fiscal e zero em política social. Preferimos tirar 8 em fiscal, em vez de tirar 10, e atender os mais frágeis", afirmou o ministro. "Nós preferimos um ajuste fiscal um pouco menos intenso e um abraço do social um pouco mais longo. É isso que está acontecendo."

Acompanhado de Bolsonaro, Guedes negou ter pedido demissão do cargo, após quatro secretários terem pedido exoneração. O presidente visitou o Ministério da Economia para aliviar as tensões após a decisão do governo de encaminhar ao Congresso uma proposta que muda o período de cálculo do teto de gastos para acomodar o benefício de R$ 400 do Auxílio Brasil que vigorará até o fim de 2022. 

Os auxiliares de Guedes que deixarão os cargos são responsáveis pela área do ministério que comanda os cofres do governo, contante alvo de investidas da ala política.

LIRA APOIA

Diante do receio de que o Congresso possa aproveitar a brecha para aumentar o rombo nas contas do governo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta sexta estar comprometido com a solidez fiscal do país.

"Dados os fatos dos últimos dias, temos convicção de que precisamos da união de todos Poderes para solucionarmos mais este impasse. Inflação, câmbio e juros afetam diretamente a vida da população", disse em publicação no Twitter.

BOLSA

A Bolsa de Valores brasileira teve a pior semana desde março de 2020, quando o Brasil sofreu o primeiro baque da pandemia. O Ibovespa recuou 7,28% na semana encerrada nesta sexta (22) na semana encerrada em 20 de março de 2020, a queda foi de 18,88%. Em 2021, o índice acumula queda de 13,15%.

No dia, a queda foi de 1,34%, a 106.296 pontos. A recuperação parcial ocorreu após o ministro Paulo Guedes (Economia) garantir, ao lado de Jair Bolsonaro (sem partido), que permanecerá no cargo, depois de rumos de que o economista poderia deixar o governo após a decisão do Planalto de driblar o teto de gastos.

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