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Com recursos insuficientes, Saúde recorre a verba privada para obras

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

Diante do descompasso entre a necessidade de reformas e a capacidade própria de executar os serviços, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Bauru tem lançado mão de contrapartidas de empresas privadas para conseguir realizar, ao menos, as manutenções consideradas prioritárias nas unidades públicas de saúde. Segundo o assessor de Gestão Estratégica da Pasta, Flavio Kitazume, a SMS conta hoje com uma Divisão de Infraestrutura capaz de realizar apenas pequenos serviços, ao passo que praticamente todas as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Unidades Básicas de Saúde (UBS) e demais dispositivos da rede pública municipal precisam de algum tipo de intervenção. Atualmente, R$ 1,7 milhão está sendo aplicado ou já está empenhado.

Desse dinheiro, a maior parte vem de uma universidade particular (R$ 1,3 milhão) como contrapartida pela implantação do curso de medicina. "Foi o acordo feito à época (2017), prevendo a necessidade de investimentos para os alunos atuarem nos atendimentos de saúde", explica Kitazume. Os outros R$ 403 mil são provenientes de Estudos de Impacto de Vizinhança (EIV), ferramenta que detalha mudanças em determinada região por causa de novos empreendimentos (leia mais abaixo).

As obras e reformas, no entanto, representam apenas os serviços considerados emergenciais e não cobrem todas as necessidades de manutenção dos prédios da rede municipal de saúde. "Estamos fazendo prioridades porque na verdade há uma defasagem em relação à necessidade e o que vinha sendo feito. A Divisão de Infraestrutura trabalha com recurso próprio e precisa de licitação para comprar e contratar", diz Kitazume, justificando a demora entre a execução e a capacidade dos servidores da Pasta em fazer as manutenções.

COBRANÇA

No mês passado, o Conselho Municipal de Saúde cobrou melhorias nas UPAs e UBSs. "Todas as unidades de Bauru estão com problemas. Muitas estão com cadeiras quebradas, banheiros em mau estado, infiltração. Por isso mandamos um ofício para a SMS tomar providências", alega Rose Lopes, uma das conselheiras.

Kitazume reconhece a necessidade de intervenções em praticamente todas as 33 unidades municipais (entre UPA, UBS, Unidades de Saúde da Família e de saúde mental), mas afirma que o departamento de Gestão Estratégica da SMS ainda está levantando a relação de obras e reformas a serem executadas. "Ainda não temos previsão de tudo o que tem que ser feito. Temos visualmente as necessidades das unidades", alega Kitazume.

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