Brasília - O Ministério da Agricultura lançou nesta quarta-feira (27) mapas de estoque de carbono orgânico dos solos brasileiros. A ferramenta será apresentada na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas deste ano (COP-26), que ocorre a partir deste 31 de outubro, domingo, em Glasgow, Escócia.
Segundo a pasta, em nota, a ferramenta vai subsidiar políticas públicas relacionadas às mudanças climáticas e à diminuição da emissão dos Gases de Efeito Estufa (GEEs).
Por meio desse trabalho, desenvolvido pela equipe de pesquisadores da Embrapa Solos, em parceria com a Embrapa Agricultura Digital, será possível identificar quais são as áreas potenciais no Brasil para a prática de economia verde, o que, de acordo com a pasta, vai afetar positivamente no cumprimento dos compromissos brasileiros para a mitigação das mudanças climáticas.
O ministério afirma que os mapas apresentam informações inéditas ao fornecerem um retrato detalhado do carbono orgânico estocado no solo brasileiro até a profundidade de 2 metros.
Dentre as variáveis utilizadas para geração dos mapas estão as de relevo, como índice de fundo de vale plano, elevação e índice de rugosidade do terreno, e também as de clima, como precipitação média anual, temperatura do quadrimestre mais frio e radiação solar.
CNA
Definições objetivas sobre o mercado de carbono; adoção do plano de ação sobre a inserção da agropecuária frente ao Acordo de Paris; financiamento para o cumprimento do Acordo de Paris; implementação de mecanismos focados em adaptação; e produção e preservação pautadas pela ciência e pela legalidade. Estas são as propostas que a Confederação Nacional da Agricultura (CNI) defenderá, como representante da agropecuária brasileira, durante a COP 26.
O Brasil é signatário do acordo e tem como metas reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 37%, até 2025, 43% até 2030, e a neutralidade de carbono até 2050.
MINISTRO
O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, disse nesta quarta-feira(27), em entrevista ao programa A Voz do Brasil, que buscará consenso internacional em temas climáticos com todos os grandes blocos econômicos.
Segundo o ministro, a saída para questões climáticas que assolam o mundo é a transição completa para o que chamou de economia verde - que deve ser negociada entre todos os países e que terá o Brasil como expoente até 2050, ano em que, segundo o planejamento da pasta, o País deverá atingir zero emissões de gases do efeito estufa.