Internacional

Estudo dá aval para a imigração

FolhaPress
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Londres - Imigrantes são um fardo para as finanças públicas dos países que os acolhem? Estudo divulgado nesta quinta-feira (28) sugere o contrário.

Levantamento realizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento), com dados de 25 de seus países-membros em um período de 13 anos, mostrou que as contribuições de imigrantes em taxas e impostos foram maiores do que os gastos dos governos com proteção social, saúde e educação para eles.

A OCDE tem 38 membros, entre eles Alemanha, Chile, Japão, Coreia do Sul e Turquia. A pesquisa mediu o impacto fiscal dos imigrantes em 22 países europeus do grupo, além de nos EUA, no Canadá e na Austrália, entre 2006 e 2018.

O saldo foi positivo em todos eles, com as contribuições de estrangeiros sendo suficientes para cobrir totalmente a parcela de gastos governamentais destinados a eles e, na maioria dos países, até ultrapassando esse valor --ainda que não de forma muito expressiva (em média, 1,56% do PIB).

Em quase todos os países analisados, os gastos per capita dos governos com benefícios sociais era menor com imigrantes do que com os nascidos no país - a média foi de 12% a menos. Despesas ligadas à educação, saúde, deficiência e envelhecimento foram as mais desiguais.

Na Itália, por exemplo, o gasto total per capita do governo com os estrangeiros entre 2006 e 2018 correspondeu a 64% do gasto com os nascidos no país.

Em quase todas as nações analisadas, mais da metade dos imigrantes têm entre 25 e 54 anos, faixa etária com o saldo fiscal mais favorável. As maiores contribuições foram registradas em países que atraíram grandes fluxos de imigrantes laborais, especialmente aqueles com alta escolaridade.

 

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