Em um momento de emoção e muita expectativa, o pequeno Henrique Morais da Silva, 4 anos, recebeu, nesta quinta-feira (28), novas órteses depois de quase um mês. O garoto tem dificuldades motoras nas pernas e as peças originais foram furtadas na frente da sua casa, conforme o JC noticiou. Como o primeiro equipamento havia sido conquistado pelo SUS, a família não conseguiria receber outro novamente de forma rápida pelo sistema. Sensibilizada, a Apae se prontificou a refazer as órteses sem custos para a família.
"Foi muito legal. Eles foram bem atenciosos. O Henrique estava com um pouco de vergonha, mas também ficou emocionado", relata a avó Maria Claudenete Silva de Moraes, que acompanhou o menino.
"Foi um momento especial, porque a Apae trabalha para oferecer autonomia e independência à pessoa, para que ela tenha qualidade de vida", relata o diretor geral da entidade, Roberto Franceschetti Filho. "Só conseguimos fazer esse tipo de ação graças ao apoio da comunidade. Hoje, os repasses do município, Estado e União somam 70% do orçamento, ou seja, os outros 30% vêm da comunidade, através de doações ou eventos de arrecadação. Então, é uma forma de retribuir", complementa.
O garoto fez testes e mostrou-se rapidamente adaptado às novas órteses. "Ficaram bem encaixadas. Mas, se ele tiver alguma queixa, podemos fazer ajustes. Se fosse tentar novamente pelo SUS, demoraria meses, prejudicando o desenvolvimento dele", explica Franceschetti Filho. Henrique apresenta um encurtamento nos tendões das pernas, por isso anda na ponta dos pés. O quadro ainda está sendo diagnosticado.
A mãe do menino, Cristiane Silva de Moraes, 38 anos, classificou o momento como uma nova conquista. "Ele chegou muito feliz em casa, disse que ficou igualzinha, com os mesmo desenhos de antes".
O próximo passo é comprar um tênis adequado para encaixar nas peças, garantindo o desenvolvimento de Henrique.
FURTO
Conforme o JC noticiou, as primeiras órteses foram furtadas na porta da casa da família, no Jd. Terra Branca, em 1 de outubro. Na ocasião, Henrique e a mãe passariam o final de semana em um sítio. Prestativo, o menino colocou vários itens na calçada para esperar a carona do avô. "Achei que ele ia deixar no corredor, não imaginei que levaria para a calçada. Colocou as coisas lá, mas voltou para o quintal. E foi muito rápido, poucos minutos. Quando percebi, fui conferir. Estava tudo na calçada, menos as órteses", contou a mãe.