Internacional

G20: as maiores economias do mundo estão reunidas na Itália

FolhaPress
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Roma - Não falta contradição nas prioridades da pauta que será discutida em Roma pelos líderes maiores economias do mundo mais a União Europeia, o chamado G20, que conta com a presença do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (leia mais à página 16).

A crise do clima e o custo da energia são dois desses temas que tracionam o cabo em direções opostas.

EUA, China, Índia e Rússia estão sendo convocados a cortar mais rapidamente suas emissões de gases poluentes para impedir uma catástrofe ambiental. Com o mesmo argumento, países europeus defendem o fim do subsídio para combustíveis fósseis.

Mas a energia que move grandes economias do G20, além de ser ainda bastante dependente do petróleo, vive um pico de preço que já afeta os índices de popularidade dos políticos.

PETRÓLEO

Em Roma, Biden estará neste sábado na mesma sala que a Arábia Saudita e pode pressionar por um aumento na produção e na oferta do óleo, para barateá-lo - uma reunião da Opep, o grupo de países produtores de petróleo, acontece logo na semana seguinte.

É tudo o que não querem os ambientalistas, mas o governo americano já afirmou que o custo da energia pode minar outra das prioridades do G20, a recuperação econômica, que, por sua vez, está neste ano muito ligada à saúde pública. A pandemia de Covid não acabou, há ondas desencontradas ao redor do globo e forte desigualdade na distribuição de vacinas. 

O G20 estuda promover um grupo que deixe o mundo mais preparado para as novas pandemias que, dizem cientistas, são inevitáveis. É um bom plano para o futuro, mas a OMS (Organização Mundial da Saúde) quer que agora eles se comprometam com imunizar os países pobres (leia abaixo).

A reunião não é, de qualquer forma, uma instituição formal, e eventuais posicionamentos não têm consequência prática imediata. Sua importância é sinalizar para onde estão soprando os ventos políticos.

Neste ano, a direção mais observada será a dos Estados Unidos, já que esta é a primeira cúpula do G20 na era pós-Trump, e o presidente Joe Biden tem como um de seus bordões a importância do multilateralismo.

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