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Mortes por Selfies é a nova 'epidemia' mundial


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Cenários espetaculares sendo reféns de fotografias não é novidade. Agora, quando estes lugares apresentam riscos à vida, é melhor controlar a tentação. Uma matéria veiculada no El País aponta que, a cada 13 dias, no mundo, uma pessoa morre buscando tirar selfie nesses ambientes.

Um estudo da Fundação iO revelou que entre janeiro de 2008 e julho de 2021, cerca de 379 pessoas e uma média de 1 a cada 13 dias, morreram por esta razão.

A pesquisa  também indica que a tendência é ascendente, pois, devido à pandemia, somente nos primeiros sete meses deste ano, ocorreram 31 acidentes mortais (um por semana), mesmo com as restrições das viagens.

Como informa a matéria do El Pais, dos mortos no planeta, 141 eram turistas e 288 eram membros da população local.

Tal fato evidencia que os viajantes se arriscam mais, ao levar em consideração que é apenas uma pequena fração da população mundial viaja em um determinado dia.

"É um problema emergente que, pelas dimensões que adquiriu, já pode ser considerado de saúde pública", afirma Manuel Linares Rufo, presidente da Fundação iO e pesquisador principal do estudo (o maior já realizado até hoje).

Em busca de compreender os comportamentos de risco, a socióloga Liliane Arroyo, autora do livro Tú no eres tu 'selfie' ('Você não é a sua selfie', subtitulado '9 Segredos digitais que todo mundo vive e ninguém conta'), entendeu as redes sociais sociais como o principal causador dessa atitude radical por uma fotografia.

"O prêmio de fazer uma selfie muito arriscada é a valorização social, e isto lhe dá uma sensação de adrenalina com cada like que você recebe. Isto, por sua vez, leva algumas pessoas que necessitam mais desta validação social a entrarem em novas vias", pondera Arroyo.

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