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COP-26: protagonismo de jovens e astros em Glasgow

Estadão Conteúdo
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Glasgow - A Conferência do Clima das Nações Unidas (COP) debate a participação dos jovens e a importância de eles serem ouvidos. Mas já é possível dar atenção às suas vozes nas ruas de Glasgow.

Há quatro dias, desde o início da conferência, jovens vindos de várias partes do mundo mudaram a cara da cidade escocesa e deram um ar de efervescência que, por vezes, chega a lembrar a da Rio-92, quando os olhos do planeta se voltaram para o Brasil e para o que acontecia na capital fluminense. Há festas, música, pubs lotados. Mas também há algo diferente no ar.

Ao contrário do tom festivo e de esperança que a conferência no Rio trazia no início dos anos 1990, o clima entre os jovens dos anos 2020 é outro, mediado pela urgência climática, a necessidade de tomadas de decisões "para ontem", as cobranças para que seus futuros sejam levados em conta e as restrições impostas pela pandemia de Covid-19.

"Nada foi feito, de fato, desde o Acordo de Paris. As NDCs (as metas voluntárias de corte de emissões) de muitos países simplesmente ficaram abaixo do aceitável, então não há muito o que celebrar e não há muita esperança", diz Wictoria Jedroszkowak, de 20 anos. Ela e a amiga Dominica La Sota, de 19, fazem parte do Friday For Future, a mesma organização da jovem ativista Greta Thunberg, que se tornou a voz dessa geração na luta por um futuro mais limpo e sustentável.

AVANÇOS

A primeira semana da COP mostra alguns avanços, muitos deles intermediados por astros, como Leonardo DiCaprio que foi pessoalmente recebido pelo diretor da ONU, António Guterrez e pela família real.

Na quarta, países desenvolvidos como EUA, Austrália, Canadá e Japão se comprometeram a aumentar seus repasses ao fundo internacional de financiamento de ações contra mudanças climáticas em países em desenvolvimento. Os valores ainda não chegam aos US$ 100 bilhões anuais previstos, mas apontam para a vontade de negociar.

 

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