Uma em cada quatro pessoas vai sofrer com algum tipo de perda auditiva até 2050, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade também alerta que pelo menos 700 milhões de pessoas precisarão de cuidados de saúde relacionados à audição e outros serviços de reabilitação. As informações são da Agência Einstein.
"A perda auditiva pode ter um impacto devastador na capacidade das pessoas de se comunicarem, estudarem e ganharem a vida. Também pode afetar a saúde mental", escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em comunicado.
O aumento na incidência da perda de audição é resultado, principalmente, do envelhecimento da população. "Todo mundo com mais de 75 anos possui algum grau de perda auditiva", reforça Marcos Luiz Antunes, otorrinolaringologista e professor da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.
O déficit auditivo surge ainda em decorrência das otites, que são infecções ou inflamações no ouvido muito comuns em crianças. Em alguns casos, a otite acomete de forma crônica os adultos. O tratamento e os métodos preventivos minimizam o quadro. Uma opção é o uso de tampões de silicone para evitar a entrada de água ao nadar, por exemplo.
Outro problema destacado pelo relatório da OMS é o barulho excessivo. Os fones de ouvido são outros possíveis vilões. O uso constante pode provocar surdez irreversível. "O som repetitivo acaba lesionando a célula da orelha interna, que não se regenera. Um dos primeiros sintomas é o zumbido", alerta Antunes.
A surdez pode estar ligada a doenças genéticas, pressão alta, diabetes e problemas na tireoide. Medicações diuréticas, quimioterápicos e antibióticos também aumentam os riscos, mas isso é consideravelmente menos comum.