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Avião que transportava Marília Mendonça tem cabo enrolado na hélice, diz delegado


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Os dois motores da aeronave que caiu e matou a cantora Marília Mendonça, de 26 anos, na sexta-feira (5), foram as primeiras partes removidas nesta segunda-feira (8) de Piedade de Caratinga (MG). Um dos motores foi retirado no começo da tarde, e o outro, que estava submerso em um local de difícil acesso, foi resgatado pouco depois das 15h. Um dos motores rolou pela cachoeira após o impacto do avião. Como choveu na manhã de ontem a empresa responsável pela recuperação teve muito trabalho para retirar os equipamentos.

Segundo o delegado regional da Polícia Civil de Caratinga, Ivan Lopes Sales, um cabo estava enrolado em uma das hélices do avião. Porém, ele disse que não dá para afirmar que o cabo é o que se rompeu na torre de transmissão de energia da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Os motores e o restante da aeronave levada para o pátio da empresa que realiza o serviço, após o corte das asas, que facilitou a remoção vão ser encaminhados para o Aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro na madrugada desta terça-feira (9), onde ficará em um hangar para realização de perícias, através do Cenipa - Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos, ligado ao Ministério da Aeronáutica.

Este modelo de aeronave não precisa levar caixa preta, mas serão investigados dados do geolocalizador do avião.

SEM PRAZO

A equipe ainda está realizando mais entrevistas com testemunhas e acompanha a finalização do processo de remoção da aeronave.

As investigações sobre as causas do acidente que vitimou a cantora Marília Mendonça, seu produtor Henrique Ribeiro, seu tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros e copiloto, Tarciso Pessoa Viana continuam no Rio de Janeiro pelas equipes do Cenipa, mas não há um prazo para a conclusão.

O ACIDENTE

A queda do avião aconteceu por volta das 15h30 de sexta-feira (5) em Piedade de Caratinga (MG), a 309 km de Belo Horizonte. O avião estava próximo ao aeroporto onde iria pousar quando caiu, em um local de difícil acesso.

A aeronave teria atingido o cabo de uma torre de distribuição de energia elétrica antes de cair em um curso d'água, segundo a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), que administra o fornecimento de eletricidade na região, provocou a interrupção de acesso a energia elétrica para 33 mil pessoas.

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