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Calorão e falta d'água castigam; chuvas isoladas não devem resolver

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 3 min

Neste mês de novembro, os bauruenses estão sendo castigados pelo calorão e pela falta d'água. Para se ter uma ideia, na última sexta-feira (5), os termômetros ultrapassaram os 36 graus. Além disso, a parcela da cidade que é abastecida pelo Rio Batalha enfrenta, desde a última segunda-feira (8), um racionamento de água em condições ainda mais severas. Ambos os cenários poderiam ser amenizados com o retorno das precipitações volumosas e frequentes, contudo, segundo o Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet), a previsão para esta semana é de apenas chuvas isoladas (leia mais abaixo), que não deverão resolver os problemas.

De acordo com o IPMet, o município não é atingido por uma pancada d'água significativa desde 24 de outubro, data em que foram registrados 31,4 milímetros de chuva. Por esse motivo, além de mais quente, com as temperaturas máximas marcando, em média, 34 graus, o tempo também segue seco. A umidade relativa do ar tem ficado próxima dos 30% nesse período.

Este cenário ainda colaborou para uma brusca redução do nível da Lagoa de Captação do Rio Batalha, que chegou a 2,22 metros às 21h desta terça-feira (9). Ou seja, quase 1 metro abaixo do índice ideal, de 3,20 metros.

Conforme o JC noticiou, a queda levou o Departamento de Água e Esgoto (DAE) a enrijecer as regras do rodízio desde segunda-feira (8), quando muitos bauruenses, assistidos pelo Sistema ETA/Batalha, voltaram a receber água durante 24 horas e, depois, ter a entrega suspensa por dois dias.

"O aumento da temperatura e a baixa umidade do ar, aliados à falta de chuva, contribuem para o aumento do consumo de água da população, bem como a evaporação da água da Lagoa de Captação do Rio Batalha. Por isso, o DAE pede para a população ter consciência e fazer uso racional do líquido, pois o nível da lagoa tem apresentado uma queda constante e acelerada", alerta a autarquia, em nota.

Ontem, inclusive, 75 bauruenses solicitaram abastecimento por caminhões-pipa.

ESPERANÇA

A maior esperança para a solução desses problemas está depositada sobre a chegada do verão, marcada para 21 de dezembro e que deverá iniciar o período de precipitações volumosas em Bauru. Contudo, de acordo com o meteorologista do IPMet, Thiago Ferreira, até lá, pode ser que o município seja beneficiado apenas por chuvas isoladas, que não deverão colaborar significativamente para a melhora do cenário atual.

"Já tivemos uma retomada do período chuvoso, que aconteceu no mês passado. Mas, atualmente, as chuvas não estão se formando como a gente gostaria, nem na frequência ideal. Estão ocorrendo pancadas bem isoladas, com chuvas mais concentradas nas regiões Norte e Nordeste do Estado. Algumas até próximas de Bauru, mas não chegam na cidade. Com isso, não estão em uma formação ideal para abastecer o Batalha. É normal isso acontecer nessa época, mas estamos caminhando para um período favorável", aponta.

O meteorologista, ainda assim, não descarta que chuvas maiores cheguem neste mês. "Ainda temos mais 20 dias de novembro, mês que tende a ter um acumulado de chuva significativo, e dezembro mais ainda. E, mesmo que não chova muito em novembro, pode ser que dezembro compense. Agora, se dezembro for ruim, nós teremos um problema muito sério. Enfim, nós ficamos ansiosos por conta da gravidade da situação, mas temos que aguardar", conclui Ferreira.

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