Tribuna do Leitor

As mãos...

Prof. Carlos Alberto Alves Neves
| Tempo de leitura: 2 min

Como são importantes em nossa vida, desde o nascimento até a morte... Pois elas procuram o seio materno para se alimentar e seguram a vela para darmos o último suspiro. "As Mãos de Eurídice" é uma peça teatral brasileira, escrita por Pedro Bloch. É considerada o primeiro monólogo interpretado no Brasil. Sua estreia aconteceu no dia 13 de maio de 1950, no Rio de Janeiro, com o ator Rodolfo Mayer, que tornaria o ator brasileiro que mais vezes apresentou o monólogo.

Tivemos a honra também de conhecer e assistir, prata aqui da casa, não da casa propriamente dita, mas da vizinha cidade de Piratininga, o sr. Munir Zalaf, grande artista, que havia trabalhado com Bibi Ferreira, que imortalizou a apresentação do monólogo, de forma brilhante, em Bauru e região.

Mas voltemos às mãos, com elas desenvolvemos os nossos trabalhos, as nossas habilidades, e de forma tão natural que nós só percebemos sua falta quando ocorre alguma intercorrência com ela. Colaboro todos os anos com os "Artistas de boca", do Rio de Janeiro, onde eles demonstrando uma capacidade, uma habilidade ímpar sem as mãos. Conseguem pintar verdadeiras obras de arte... maravilhas que ficamos extasiados em ver...

As mãos, que afagam carinhosamente o rosto da amada, que deslizam pelo corpo de forma ousada, trazendo um frenesi, que aumenta a temperatura dos corpos e chegam ao clímax máximo do prazer. Com o passar dos tempos, essas mesmas mãos tornam-se pesadas, enrugadas, trêmulas e precisamos do entendimento de que elas ,como outras partes, também envelhecem...

A força que as mãos possuem, quando são utilizadas para um determinado serviço, ou para fazer atividades em que as mesmas estão prontas a realização das tarefas, perdem seu vigor e com o passar do tempo ficam enfraquecidas, muitas vezes não conseguindo sequer segurar uma xícara de café, um livro pesado ou um talher

Agradeço ao Criador por tudo que faço com as minhas mãos, e espero que ele repouse as suas mãos sobre minha pessoa, para que eu, um dia, possa repousar em seus braços...

 

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