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A ostra e a pérola

Olga Neme Daré
| Tempo de leitura: 1 min

"A pérola é o resultado da entrada de uma substância estranha (por exemplo, um grão de areia) no interior da concha que contém a ostra. A parte interna da concha é uma substância lustrosa chamada nácar.

Quando um grão de areia nela penetra, as células do nácar entram em ação e recobrem o grão em várias camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando no seu interior.

Uma ostra que nunca foi ferida não produzirá pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.

Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas ideias e atitudes já foram rejeitadas ou mal interpretadas?

Então, produza uma pérola! Cubra suas mágoas e as rejeições sofridas com camadas e camadas de perdão e amor.

Infelizmente, são poucas as pessoas que aprendem a não cultivar ressentimentos e, por isso, deixam as feridas abertas, alimentando-as com sentimentos inferiores, não permitindo que cicatrizem, e daí o haver tantas "ostras vazias"!

Vazias não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam compreender, perdoar e transformar a dor em amor.

"Fabriquemos pérolas!"

(Autor desconhecido)

A autora é colaboradora de Opinião.

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