Internacional

Organização Mundial da Saúde fala em fim da pandemia

Estadão Conteúdo
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Paris - Em participação no Fórum da Paz de Paris nesta quinta-feira (11), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, reforçou que o fim da pandemia não está mais centrado na questão de evolução tecnológica ou científica. "É uma questão de vontade política e incentivo", afirmou.

"Quando a pandemia vai acabar? Talvez esse seja o centro da questão. A resposta é: a pandemia vai acabar quando o mundo decidir acabar com ela", assegurou o representante da OMS, reforçando que o aumento mundial no número de casos e mortes por Covid-19, após meses de queda acentuada, é reflexo da implementação ineficaz das medidas de saúde pública e da distribuição desigual de vacinas.

CONCENTRAÇÃO

"Mais de 80% das vacinas já entregues no mundo foram para os países do G20. Então, 20 países concentram mais de 80% das 7 bilhões de doses. Especialmente a África é um continente que foi afetado muito seriamente pela ineficiência na distribuição das vacinas. É uma cobertura vacinal média de 5% neste momento, é muito baixa", lamentou o diretor-geral da OMS.

Em uma sala de debates sobre "governança na saúde para combater a Covid-19 e prevenir futuras pandemias", Tedros afirmou que a desigualdade vacinal é "epidemiológica, econômica e moralmente errada". Segundo ele, foi por isso que a OMS e seus parceiros estabeleceram a meta de atingir uma cobertura vacinal de 40% da população até o final deste ano.

UNIÃO GLOBAL

Com o mundo registrando sete mil mortos por dia em média, para ele a união deve ser global. "Nenhum país com alta cobertura vacinal vai acabar essa pandemia sozinho, só quando todos os indivíduos estiverem seguros. Espero que o mundo todo diga basta, porque estamos realmente fartos deste vírus."

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