Amsterdã - A Holanda se tornou nesta sexta-feira (12) o primeiro país da Europa Ocidental a retomar medidas mais rígidas de isolamento social por causa da Covid desde o começo do verão no Hemisfério Norte. O continente voltou recentemente a ser considerado o epicentro da pandemia no mundo.
O governo anunciou que restaurantes e lojas terão que fechar mais cedo, assim como supermercados e lojas de artigos não essenciais. As regras valem já a partir de hoje (13). O primeiro-ministro Mark Rutte disse que as restrições que os holandeses pensavam que haviam acabado para sempre serão impostas a princípio por três semanas.
"O vírus está em toda a parte e precisa ser combatido em todos os lugares", disse o político, em pronunciamento televisionado. O governo também proibiu a presença de torcedores em grandes eventos esportivos e passou a recomendar que os holandeses não recebam mais do que quatro visitantes em casa e, se puderem, voltem a trabalhar em esquema de home office.
Rutte chamou o anúncio de "mensagem muito desagradável, com medidas muito desagradáveis e de longo alcance".
Pelas novas regras, bares e supermercados deverão fechar as portas às 20h, e lojas não essenciais, às 18h. A emissora de televisão EuroNews noticiou que uma organização que representa proprietários de comércio reclamou da decisão. "O setor de serviços está, novamente, pagando a conta pelas falhas das políticas governamentais", declarou a entidade, em comunicado.
Por outro lado, escolas, cinemas, teatros e salas de concerto permanecerão abertos.
De acordo com a agência Reuters, o governo estuda também adotar uma espécie de "passaporte sanitário", restringindo o acesso de pessoas não vacinadas a locais fechados. A medida, caso o Executivo decida tomá-la, terá que ser aprovada pelo Parlamento.