Todos os vereadores que usaram a tribuna da Câmara durante a sessão desta terça-feira (16) cobraram do Executivo municipal uma solução imediata para a falta d'água que afeta cerca de 40% da população bauruense, abastecida pelo sistema do Rio Batalha. Vários apontaram opções de captação superficial, outros sugeriram mais poços e ainda que água seja buscada no Rio Tietê.
Na última sexta-feira (12), a Prefeitura de Bauru decretou situação de emergência hídrica por conta do baixo nível da Lagoa de Captação do Rio Batalha. Até esta terça, era mantido o sistema de revezamento de 24h por 72h entre quatro regiões da cidade, que vinham recebendo água por um dia e passando outros três dias desabastecidas. (leia mais abaixo)
Eduardo Borgo (PSL) destacou o sofrimento da população por ficar sem água. Ele lembrou que a região onde mora tinha problemas, que foi resolvido com a instalação de um poço por uma empresa, como contrapartida para a construção de um edifício na região.
Marcelo Afonso (Patriota) seguiu mostrando o que considera opções para captação de água. Desta vez, foi em um ponto do Rio Batalha, na divisa entre Bauru e Piratininga.
O presidente da Mesa, Markinho Souza (PSDB), foi taxativo para cobrar do Departamento de Água e Esgoto (DAE) que estabeleça um prazo para resolver o problema, com o início do projeto de captação de água em outros rios da região, mesmo que tenha que buscar por financiamento para a obra. "O que não dá mais é para aceitar a população ficar sem água, nós temos que buscar água seja onde for. Não dá mais para aceitar a população sofrendo três dias e noites sem água", frisou.
Pastor Bira (Podemos) indicou que a água poderia ser captada no Vale do Igapó. "Todos apresentam soluções, o que esperamos é que elas sejam colocadas em prática", afirmou.
O vereador Júnior Rodrigues (PSD) criticou a falta de manutenção da lagoa de reservação, que deve ser desassoreada apenas em janeiro, e descartou a possibilidade de reajuste da tarifa de água, em meio ao desabastecimento. "Nós vamos cobrar. Algo tem que ser feito. Mas precisa que seja falado e cumprido. O que não dá é para falar agora em reajuste de tarifa, sendo que não estamos entregando água para a população. Vou reajustar o quê?", ressaltou o vereador.
Jr. Lokadora (PP) disse que em diversos bairros na região onde reside são cada vez mais comuns relatos de moradores de que a falta de água chega a até cinco dias, após a extensão do prazo de rodízio. "Falam do 12h por 72h, mas não é o que está acontecendo, vemos moradores há cinco dias sem água", afirmou.
A privatização do DAE, na opinião do vereador Coronel Meira (PSL), seria uma solução para o problema. "O DAE é uma empresa que não deu certo", avaliou.
Já os prejuízos causados pela falta de água aos pequenos comerciantes e prestadores de serviço foram lembrados por Pastor Miguel (Republicanos), que fez um apelo a Marcos Saraiva e à prefeita Suéllen Rosim (Patriota) para que tomem uma atitude urgente em solução definitiva ao problema.
Para Guilherme Berriel (MDB), a falta de água tem colocado a população não atendida em situação degradante. E José Roberto Segalla (DEM) também defendeu a concessão do serviço de água, e sobre a fiscalização anunciada pelo DAE, que poderá multar moradores que desperdicem água, afirmou que primeiro o departamento tem que evitar o próprio desperdício, como em caixas d'água que transbordam e vazamentos não consertados.