Bruxelas - O número de novos casos de Covid bateu recorde na Alemanha nesta quarta (17) e levou a primeira-ministra Angela Merkel a chamar a atual onda de infecções de "dramática".
Na semana encerrada no domingo (14), o número de novos casos já havia saltado 50% entre os alemães - na comparação com os sete dias anteriores -, a terceira maior alta global segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), após os Estados Unidos e a Rússia.
A taxa de incidência de sete dias - o número de pessoas infectadas por 100.000 habitantes na ultima semana - subiu de 289 para 303, de acordo com o Instituto Robert Koch de Saúde Pública. É a primeira vez que este índice fica acima de 300 no país desde o início da pandemia. O número de mortes aumentou em 43 para um total de 97.715.
Com as internações hospitalares em alta e a ocupação das UTIs ultrapassando 80% em algumas regiões, o governo alemão vai se reunir com os governadores dos 16 estados para decidir como conter a crise.
PAÍSES
Países em que as medidas podem começam a ser tomadas de forma centralizada, como Bélgica, Irlanda, Suécia, Dinamarca, Eslováquia e República Tcheca, anunciaram novas restrições nesta quarta, juntando-se à Estônia e à Holanda, pioneiras na reação ao novo avanço da pandemia.
A Áustria determinou restrições aos não vacinados: eles só podem sair de casa por motivos essenciais, sob pena de pagarem multa de 1.450 euros ( R$ 9.000). Nesta quarta, o país bateu recorde no número de infecções.
VACINAÇÃO
A tendência de alta no contágio na Europa não é nova, mas está ficando mais preocupante, segundo entidades de saúde. Na semana de 8 a 14 de novembro, o continente completou a quinta semana consecutiva de aumento, impulsionado pela maior circulação de pessoas, pela chegada do frio ---que aumenta a concentração em locais fechados - e pela dificuldade em elevar a porcentagem de população vacinada.
Na Alemanha, a taxa de vacinação é de 68%, muito longe dos cerca de 90% recomendados para reduzir a circulação do Sars-Cov-2. A porcentagem é de 65% entre os austríacos, 58% entre os tchecos e 44% entre os eslovacos. Na Bélgica, são 75%.
A taxa de incidência de sete dias - o número de pessoas infectadas por 100.000 habitantes na ultima semana - subiu de 289 para 303, de acordo com o Instituto Robert Koch de Saúde Pública.