Em pouco mais de 30 dias é Natal. E logo se pensa em como fazer da data um momento feliz para os pequenos. Especialmente neste ano, quando muitas famílias estão ansiosas pelos reencontros. Os brinquedos sempre surgem como principais alternativas de presente. Por isso, é preciso redobrar a atenção para não colocar nas mãos do filho um objeto que pode ser prejudicial à sua saúde e oferecer diferentes tipos de riscos.
O diretor substituto de Avaliação da Conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), afirma que a principal recomendação é verificar, no ato da compra, a presença do Selo de Conformidade do Inmetro. "A presença desse selo significa que o produto passou por um processo de avaliação e demonstrou cumprir com os requisitos de segurança", afirmou Rocha à Agência Brasil, ao lembrar que a avaliação é feita pelo Inmetro, pelos organismos de certificação e laboratórios de ensaio uma vez por ano nas fábricas e que a responsabilidade pela manutenção da conformidade recai, portanto, sobre o próprio fabricante.
Rocha destacou que as compras devem ser feitas preferencialmente em estabelecimentos legalmente constituídos, evitando camelôs e feiras, locais em que, geralmente, são vendidos produtos que não atendem aos requisitos de segurança e, muitas vezes, são piratas. É importante que, no caso de produtos sem o selo, isso seja denunciado à Ouvidoria do Inmetro, pelo número 0800-23851818. Ainda de acordo Rocha, isso permite que o instituto encaminhe equipes de fiscalização ao local para recolher os produtos irregulares no mercado.
Obrigatório em brinquedos desde 1992, o selo do Inmetro é concedido depois que o produto passa por vários ensaios em laboratórios. São analisados itens de segurança como impacto e queda (bordas cortantes e pontas agudas); mordida (partes pequenas que podem ser levadas à boca); toxicidade (metais e substâncias nocivos à saúde); inflamabilidade (risco de combustão em contato com o fogo); e ruído (níveis acima dos limites estabelecidos pela legislação).