Bravo!
Palmas ao professor Gaudêncio Torquato, pelo seu texto no Jornal da Cidade, "Hora de rever a vida" (12/11), citando Sêneca, o grande filósofo grego, o mesmo que nos deixou o axioma: "É melhor ser vítima do mal, do que praticá-lo".
Realmente, tudo o que já aconteceu e vem acontecendo é o "sininho" de Deus para despertar a humanidade do seu sono letárgico em que se encontra, valorizando, apenas, a vida material e na exploração do homem pelo próprio homem.
Decididamente, é hora de mudar, da reforma íntima e pensar em novos valores, olhar para novos horizontes, sentir a dor do próximo, orando pelos que partiram e pelos que perderam seus entes queridos. É hora de rever nossas atitudes e comportamentos; fomos criados por Deus, rumo à perfeição e, para atingi-la, temos que evoluir, espiritualmente, nos despojarmos da vida fútil e inútil.
Bravo, palmas para todas as cidades que, compreendendo a gravidade do momento que vivemos, aboliram o carnaval. Será possível que, com tanta dor e lágrimas, pessoas há que têm "clima" para esta festa e outras que virão?
Não sou contra o carnaval; ao contrário; já pulei e brinquei muitos carnavais e gostava muito, pois era só alegria, respeito e decência. Lembrem-se, tudo tem sua hora: de alegria e de dor! Respeitemos a dor alheia e façamos nossas boas obras.
Ah! Por falar em boas obras, lembrei-me de que só elas nos acompanharão na grande viagem que se chama morte, como me lembra uma fábula russa que diz: Um homem, sentindo-se morrer, chamou para junto de si os seus três amigos, para deles se despedir: seu dinheiro, sua mulher e suas obras.
Disse ao dinheiro: - Adeus amigo, estou morrendo.
O dinheiro lhe respondeu que, quando ele morresse, acenderia uma vela para o descanso de sua alma. Em seguida, chamou sua mulher e dela se despediu, tristemente, respondendo-lhe, ela, que o acompanharia até o cemitério.
Era a vez do terceiro amigo, suas obras. Despediu-se delas dizendo que ia deixá-las, pois estava dando os últimos suspiros nesta vida. Adeus, disse-lhes. A resposta não foi outra a não ser esta:
- Adeus não, amigo, de ti não nos separaremos! Se viveres, viveremos; se morreres, seguir-te-emos!
Assim aconteceu.
O dinheiro lhe acendeu uma vela, a esposa o acompanhou até o cemitério e as suas obras o seguiram, na vida e na morte!
Pense nisto!