Os dois pedidos de instauração de Comissão Processante que pediam a cassação do mandato da prefeita Suéllen Rosim (Patriota), por supostos crimes de improbidade administrativa, foram arquivados pela maioria dos vereadores, nesta segunda-feira (29). Os dois pedidos se baseavam no relatório final da CEI da Fundação, que apontou indícios de crimes de responsabilidade.
O primeiro a defender a instauração da CP foi Eduardo Borgo (PSL), para quem a criação da comissão não significaria a cassação da prefeita, pelo contrário, seria uma oportunidade de defesa, já que a própria CP poderia ser arquivada, por decisão dos próprios integrantes, dependo a primeira análise.
Coronel Meira (PSL) fez coro com Borgo e ressaltou que era a oportunidade para envio de documentos que, segundo a CEI, não foram entregues.
No posicionamento que norteou o voto dos outros 10 vereadores contrários à CP, José Roberto Segalla (DEM) justificou seu voto alegando que os motivos para a instauração da Comissão Processante não eram suficientes.
Estela Almagro (PT), autora do relatório final da CEI, e Chiara Ranieri (DEM), que foi membro da Comissão de Inquérito, foram favoráveis à instalação. Pastor Bira (Podemos), que presidiu a CEI, votou contra.
Também votaram contra Beto Móveis (Cidadania), Júnior Lokadora (PP), Pastor Edson (Republicanos), Guilherme Berriel (MDB), Segalla, Júlio Cesar (PP), Mané Losila (MDB), Marcelo Afonso (Patriotas), Serginho Brum (PDT), Jr. Rodrigues (PSD). O placar da primeira votação foi 11 a 4. Na votação da segunda CP, houve apenas a troca de voto de Guilherme Berriel, que mudou de opinião, o que fechou a contagem em 10 contras e 5 a favor.