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Desemprego recua no 3o trimestre

Estadão Conteúdo
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Brasília - O avanço da vacinação contra a Covid-19 e o retorno do funcionamento de atividades econômicas, com a reabertura do comércio, reduziram o desemprego no País no terceiro trimestre, mas a renda do trabalhador teve queda histórica.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período, foram abertos 3,592 milhões de vagas. Em um ano, a população ocupada aumentou em 9,537 milhões de pessoas. No entanto, a renda proveniente do trabalho teve a maior queda na série histórica, de 11,1%, em relação ao ano anterior - o levantamento é feito desde 2012.

O desemprego caiu de 14,2%, no segundo trimestre, para 12,6% no terceiro - há 13,453 milhões de desempregados. Com a mão de obra subutilizada - trabalhadores que não procuraram emprego, mas gostariam de trabalhar, ou empregados trabalhando menos do que poderiam -, falta ocupação para 30,743 milhões de brasileiros.

REMUNERAÇÃO

Sob pressão da inflação elevada e do aumento do número de pessoas atuando na informalidade e em vagas com menores rendimentos, a renda média do trabalhador despencou a R$ 2.459 mensais, R$ 307 a menos que no ano anterior. Em 2012, quando foi registrado o menor valor até então, a renda por mês era de R$ 2.462.

O IBGE também informou que a recuperação de empregos perdidos na crise vinha sendo melhor do que o estimado. Com cálculos de ajuste da amostra, o instituto constatou que, entre o terceiro trimestre de 2020, pior momento da crise, e o segundo deste ano, foram criados 5,945 milhões de empregos, entre formais e informais - 600 mil a mais do que o estimado. O ritmo ainda é insuficiente para recuperar o total perdido - cerca de 12 milhões de postos em relação ao quarto trimestre de 2019.

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