Política

Câmara exonera servidor preso e Comissão de Ética abre processo

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente do Poder Legislativo de Bauru, Markinho Souza (PSDB), exonerou, nesta terça-feira (30), o assessor lotado na presidência da Casa, Gleison Aparecido Contador, que foi preso segunda-feira (29) acusado de envolvimento no esquema de corrupção revelado pela Polícia Civil e que levou à prisão do vereador Carlinhos do PS (PTB) e de mais cinco pessoas ligadas a ele. Também nesta terça, a vereadora Estela Almagro (PT), presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, protocolou pedido de instauração de um procedimento para a apuração da conduta do vereador investigado.

A Operação Rachadinha da Polícia Civil foi deflagrada pelo Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold), da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic).

Segundo as investigações, o grupo ligado ao vereador intermediava favores como cestas básicas, equipamentos esportivos, medicamentos e até cirurgias em troca de votos para sua reeleição, caracterizando crime de corrupção eleitoral. Informalmente, a prática é chamada de curral eleitoral. Carlinhos é vereador desde 2009, por quatro legislaturas consecutivas.

A decisão do presidente do Legislativo foi anunciada após reunião com os delegados da Polícia Civil (Deic/Bauru), Gláucio Eduardo Stocco e Ricardo Silva Dias, da qual participou o consultor jurídico da Casa de Leis, Arildo Lima Jr. O delegado Ricardo Dias prestou as informações sobre os fatos ocorridos e o delegado Stocco informou que o processo tramita sob segredo de justiça, o que levou à decisão da Câmara de requerer o acesso aos autos do processo ao Poder Judiciário para se inteirar do conteúdo do inquérito.

A Câmara divulgou que o servidor preso é comissionado e foi nomeado antes do atual presidente assumir a mesa, em 2021.

PROCESSANTE

Ainda na segunda-feira, durante a sessão legislativa, foi protocolado pedido de instauração de Comissão Processante (CP) contra o vereador, por Matias Muniz, o que vem sendo analisado pela presidência da Casa, para confirmar se o pedido tem fundamentos jurídicos legais. Já o partido do vereador, o PTB, divulgou que as decisões em relação ao caso estão sendo definidas. "Estamos nos reunindo para vermos quais ações tomarmos. Aguardaremos o desfecho nas esferas policiais e jurídicas e faremos nossa parte. Desde advertência até a expulsão. Temos consciência que o tema requer todo o cuidado em julgamentos antecipados", informou o presidente do PTB municipal, Celso Nascimento. Leia na página 4 como tudo isso começou.

Comentários

Comentários