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Intervalo para a dose de reforço contra Covid-19 cai para 4 meses

Estadão Conteúdo
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São Paulo - O Estado de São Paulo reduz para quatro meses o intervalo para a dose adicional da vacina contra Covid-19, anunciou nesta quinta-feira (2), o governador João Doria (PSDB). A medida é  tomada no momento em que o País tem cinco casos da nova variante, a ômicron. 

A redução no intervalo é válida para quem já tomou as duas doses de CoronaVac, AstraZeneca ou Pfizer. 

O novo intervalo para dose adicional foi recomendado pelo comitê científico, que assessora o governo de São Paulo, diante do atual cenário epidemiológico no mundo, com o avanço da nova variante ômicron.

MÁSCARAS

A medida também leva em consideração as festividades de final de ano e a falta de obrigatoriedade da apresentação de comprovante de esquema vacinal completo para os viajantes que chegam ao Brasil. "SP é porta de entrada do Brasil e o País infelizmente não exige esquema vacinal completo dos viajantes", escreveu Doria. Nesta terça, o Estado também decidiu manter a exigência do uso de máscaras em espaços abertos.

"O Estado tem hoje condições logísticas e técnicas de ampliar a vacinação e reduzir o intervalo de aplicação das doses para que todos possam estar ainda mais protegidos", destacou o Secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn.

MAIS CASOS

O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (2) cinco casos da variante ômicron no Brasil - três em São Paulo e dois no Distrito Federal. São quatro homens e uma mulher, todos vacinados contra a Covid-19. Eles estão isolados e pelo menos um apresenta sintomas leves. A maioria está assintomática. 

De acordo com a pasta, há ainda oito casos da variante em investigação no país, sendo um em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e seis no Distrito Federal.

"Hoje, temos uma situação sanitária bem mais equilibrada, mas lidamos com a imprevisibilidade biológica desse vírus, que sofre mutações. A vigilância em saúde está atenta e atuante pra que essas variantes sejam identificadas e pra que se avalie o potencial dessa variante complicar o cenário pandêmico", disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

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