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Balneário Camboriú reabre praia após 'alargar areia'

Estadão Conteúdo
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Camboriú - A prefeitura de Balneário Camboriú, no litoral catarinense, entregou a nova orla da Praia Central, após uma mega-obra de alargamento da faixa de areia. As imagens do projeto se espalharam pelas redes sociais, com surpresa e críticas à intervenção ambiental na área.

Com um dos metros quadrados mais caros do País, Camboriú também é conhecida como o local onde os arranha-céus fazem sombra no mar - um dos problemas que a extensão da praia tinha o propósito de resolver, além de ampliar as opções para turistas. A faixa de areia aumentou de 25 metros para 70 metros ao longo dos 5,8 quilômetros da orla.

SOMBRA

Foram transportados, no total, 2,2 milhões de metros cúbicos de areia para o local da obra, em um projeto que era debatido desde a década de 1990. O alcance do sol até aumentou, mas a sombra durante a tarde não foi completamente eliminada.

O preenchimento foi possível graças a uma draga que atracou na cidade no fim de agosto, para a etapa final da obra oficialmente iniciada em março. O equipamento, segundo a prefeitura, foi o mesmo que fez intervenções no Canal de Suez, no Egito. O custo aproximado foi de quase R$ 67 milhões, provenientes de um empréstimo obtido com o Banco do Brasil.

"É a conclusão de uma obra histórica, com sucesso em todos os sentidos, que está servindo de incentivo e farol a obras de proteção costeira em todo Brasil", diz o prefeito de Camboriú, Fabrício Oliveira (Podemos). "Muitos achavam que era irrealizável. Ou ficção." A prefeitura de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, abriu licitação em novembro para contratar um estudo de retirada da areia do mar e alargamento de seis praias do local, um dos principais destinos turísticos dos paulistas. Florianópolis e Natal são outras cidades que fazem planos para obras parecidas.

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