Gente do povo, longe de nós, a
violência gratuita,
a bárbara violência de seres brutais
e fortuitos!
Quem já sofreu a injusta violência,
na desmedida,
além do ressentimento e da dor
moral sofrida,
certamente gostaria, e muito, de
varrer da Terra
a figura sinistra do agressor, movida
sem piedade,
a terrorizar os fracos, escravos,
esfarrapados, velhos,
mulheres e crianças num festival de
terror funesto.
Mas, que contradição: a justiça
desde tempos idos,
faz-se por meio de violência, às
vezes, cruel e fria!
Bem que o Velho Testamento nos diz
que a libertação
não se faz sem "a consciência da
necessidade" de reação,
a necessidade de rebelar-se contra
a injusta ação!
Não se faz justiça sem um mínimo
de violência,
seja ela física ou simbólica, a fim de
ressarcir o dano!
Não por acaso, a imagem da justiça
insere a espada,
brandida sempre contra corruptos,
injustos, abusadores.
Ao cidadão vale a pena não brincar
com a vida alheia.
Cumpre ao cidadão estar atento
para se defender!
Os tribunais, as prisões, as
penitenciárias estão postas
para afirmar que a justiça social é
primordial à defesa
de todo cidadão que se preza pelo
trabalho e decência!
Cabe aos togados a tarefa social de
julgar as ações humanas,
ao evitar que inocentes caiam em
armadilhas bem urdidas.
O mundo cidadão precisa de justiça
social que resgate valores!