Tribuna do Leitor

Angústia Mor

José Misael Ferreira do Vale
| Tempo de leitura: 1 min

além do ressentimento e da dor

moral sofrida,

certamente gostaria, e muito, de

varrer da Terra

a figura sinistra do agressor, movida

sem piedade,

a terrorizar os fracos, escravos,

esfarrapados, velhos,

mulheres e crianças num festival de

terror funesto.

Mas, que contradição: a justiça

desde tempos idos,

faz-se por meio de violência, às

vezes, cruel e fria!

Bem que o Velho Testamento nos diz

que a libertação

não se faz sem "a consciência da

necessidade" de reação,

a necessidade de rebelar-se contra

a injusta ação!

Não se faz justiça sem um mínimo

de violência,

seja ela física ou simbólica, a fim de

ressarcir o dano!

Não por acaso, a imagem da justiça

insere a espada,

brandida sempre contra corruptos,

injustos, abusadores.

Ao cidadão vale a pena não brincar

com a vida alheia.

Cumpre ao cidadão estar atento

para se defender!

Os tribunais, as prisões, as

penitenciárias estão postas

para afirmar que a justiça social é

primordial à defesa

de todo cidadão que se preza pelo

trabalho e decência!

Cabe aos togados a tarefa social de

julgar as ações humanas,

ao evitar que inocentes caiam em

armadilhas bem urdidas.

O mundo cidadão precisa de justiça

social que resgate valores!

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