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Mortalidade infantil cai em Bauru

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

Nas últimas duas décadas, Bauru vem reduzindo os índices de mortalidade infantil. É o que apontam dados da Fundação Seade divulgados recentemente. Entre 2000 e 2020, o município registrou queda de 27,7% no número de óbitos de bebês. A diminuição, porém, é menor do que o ritmo da curva decrescente vista no Estado de São Paulo, que, nos mesmos 20 anos, teve uma redução de 42,5% nas mortes. A estatística corresponde ao período que vai do nascimento da criança até 364 dias.

No ano 2000, Bauru registrava 15,85 mortes a cada mil nascidos vivos. Em 2020, dado mais recente, a taxa caiu para 11,45, passando por diversos picos de altos e baixos ao longo desses 20 anos. No Estado, no mesmo período, a taxa passou de 16,97 para 9,75. Porém, o comportamento da curva estadual é de constante queda.

Para Paulo Borlina Maia, demógrafo da Fundação Seade, áreas geográficas menores tendem a apresentar esse tipo de oscilação, enquanto áreas muito amplas, como é o caso de todo território paulista, costumam manter um padrão constante. "Na verdade, Bauru varia entre essa média do Estado. Teve momentos em que estava menor que a média paulista, teve momentos em que estava maior".

CAUSAS

Quando se consideram as causas da mortalidade infantil, a Fundação aponta que as relacionadas ao período perinatal (de 22 semanas de gestação até os sete dias após o nascimento do bebê) superam em muito as demais. E são elas: mal formação congênita, doenças do aparelho respiratório e causas infecciosas ou parasitárias.

"Décadas atrás, quando reduzimos as infecções parasitárias, eram questões de saneamento. Por exemplo, em regiões onde a mortalidade infantil era muito alta, só o fato de aplicar o soro caseiro reduzia o índice em mais de 200%. Só que as causas de morte perinatais são mais complexas. Tem que ter um bom acompanhamento pré-natal. Cabe ao Estado e às regiões caminharem nesse sentido", avalia Paulo Borlina Maia.

INVESTIMENTOS

Para a Secretaria de Estado da Saúde, os dados refletem a melhoria nas estratégias preventivas de assistência na rede pública de saúde, como investimentos em saneamento básico e campanhas de imunização.

Além disso, a pasta destaca a realização de qualificação, do pré-natal ao parto e ao recém-nascido, por meio de processos de treinamentos específicos; apoio técnico para as regiões de saúde; e ampliação da rede de assistência às crianças vítimas de violências.

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