Porto Alegre - Familiares de vítimas do incêndio da Kiss deixaram o salão do júri em protesto ao depoimento de Cezar Schirmer (MDB), que era o prefeito da cidade de Santa Maria (RS) na época da tragédia. A saída coletiva aconteceu nesta quarta (8), quando o político falava sobre multas aplicadas à boate em seus primeiros anos de funcionamento.
Ao responder às perguntas do juiz Orlando Faccini Neto, Schirmer criticou o inquérito policial sobre o incêndio que deixou 242 mortos na cidade gaúcha e defendeu que a prefeitura não teve responsabilidade no caso.
"Não fiz nada, nada, absolutamente nada, que pudesse comprometer a mim, eu lastimo muito tudo que ocorreu, profundamente, declarou.
Do lado de fora do salão do júri, o presidente da AVTSM (Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria), Flávio Silva, que perdeu uma filha na tragédia, defendeu o inquérito policial. "Nos causam náuseas as palavras que saem da boca daquele gestor [o ex-prefeito] e a gente não é obrigado a aturar coisas que nos fazem mal".