Economia & Negócios

Influenciadoras ganham mais força, mas recebem só na base dos brindes


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Recebidos do dia, publis, parcerias, mimos... Os termos já fazem parte do vocabulário tanto dos influenciadores digitais quanto de quem os acompanha nas redes sociais. Segundo a pesquisa ROI e Influência de 2021, realizada pela Youpix e pela AlgoritmCOM, 94% das empresas entrevistadas fazem ações remuneradas com influenciadores. Isso, porém, ainda não garante uma renda estável a esses profissionais.

"Quando comecei, aceitei o que veio. Saí do zero para ganhar alguma coisa, então estava feliz. Muita gente começa fazendo permuta", diz a ex-pedagoga Ana Xisdê, apresentadora e gamer com 400 mil seguidores no Instagram e 360 mil no TikTok.

Para Leandro Bravo, fundador da Cely, startup de marketing de influência que conecta marcas e influenciadores, é importante que as permutas se relacionem com o público-alvo do influenciador. "O problema é que muitas marcas mandam produtos para pessoas aleatórias", diz, ressaltando que evita esse tipo de relação. "Tentamos dar um pouco de dinheiro para o influenciador, para ele entender que está sendo valorizado."

Os valores variam de acordo com o alcance de cada pessoa. "Um influencer com mais de 15 milhões de seguidores pode cobrar, em um único post, a partir de R$ 80 mil. Já um microinfluenciador que tem de 3 a 10 mil seguidores pode se encaixar numa faixa de R$ 500 a R$ 3 mil", diz Bravo, que afirma também não existir uma métrica que valha para todos os casos.

Carlos Scappini, sócio da Mynd, agência especializada em marketing de influência e entretenimento, explica que a precificação do influenciador condiz com o posicionamento e a relevância do tema a ser abordado. "Não há regulação pelo lado financeiro (na publicidade brasileira), valendo a livre negociação."

 

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