Belo Horizonte - Após chuvas que atingiram parte da Bahia e Minas Gerais novas chuvas com rajadas de vento de até 100 quilômetros por hora estão previstas para a região. Municípios do interior registraram ao menos quatro mortes, desde a quarta-feira(9). As enchentes também deixaram mais de mil desalojados e localidades isoladas.
Na madrugada deste sábado (11), uma casa foi soterrada após deslizamento na zona rural de Amargosa, no recôncavo baiano. Há 4 pessoas desaparecidas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de "perigo" para áreas dos dois Estados, tanto pela chuva acumulada quanto pela que está por vir. Segundo o órgão, há "risco de alagamentos, deslizamentos de encostas, transbordamentos e "risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas".
As chuvas também causaram alagamentos e derrubaram árvores. Localidades rurais em municípios como Palmópolis e Joaíma, ambos em Minas, ficaram isoladas após o transbordamento de rios e danos em pontes. Em Medeiros Neto (BA), ao menos mil pessoas ficaram desalojadas. A situação foi mais grave no extremo sul baiano e no norte de Minas. O governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou na sexta-feira (10) que prefeitos têm relatado dificuldades para tirar moradores de áreas de risco.
O abastecimento de água e o fornecimento de energia elétrica também foram afetados em algumas localidades. Além disso, após cederem, trechos de estradas tiveram de ser desviados. Os governos estaduais têm divulgado ações com helicópteros e caminhões-pipa para reduzir os danos nos locais que conseguem acessar. Além disso, prefeituras de municípios, como Jucuruçu (MG), têm pedido o apoio da população regional com maquinário para reabrir estradas e otimizar o atendimento às famílias isoladas.
Em edição extra do Diário Oficial da União, o governo federal reconheceu a "situação de emergência" por decorrência de "tempestade" e "chuvas intensas" em 31 municípios mineiros e 17 baianos.