Seis pessoas que chegaram de viagem recente da África do Sul estão em casa sob monitoramento da Secretaria Municipal de Saúde em Bauru. Esses indivíduos, contudo, não são considerados casos suspeitos, pois ninguém apresentou sintomas da Covid-19 até o momento. A vigilância ocorre em obediência aos protocolos sanitários em relação à ômicron, "variante de preocupação", que, nesta segunda-feira (13), teve o quinto caso registrado no Interior de São Paulo e a primeira morte no mundo (leia mais nas páginas 15 e 18).
Em nota, a Prefeitura de Bauru se limitou a dizer apenas que monitora viajantes que chegaram de países da lista de restrições do governo federal, como a África do Sul, e que todos são orientados a fazer o isolamento social obrigatório por 14 dias, conforme determinações do Ministério da Saúde e do Estado.
Informações obtidas pelo JC apontam que os passageiros em questão teriam desembarcado em Bauru entre 30 de novembro e a segunda semana de dezembro. São brasileiros que não seriam da mesma família ou grupo e que estiveram na África do Sul por diferentes motivos e situações, seja por terem viajado a trabalho ou turismo, ou ainda por voo com escala no país sul-africano.
MONITORAMENTO
Cinco dessas seis pessoas devem completar o isolamento de 14 dias entre hoje (14) e amanhã (15). O sexto viajante permanece sob supervisão da Saúde municipal até o início da semana que vem. O monitoramento é feito por meio de ligações telefônicas diárias.
Como nenhum deles apresentou sintomas da Covid-19 até o momento, o exame para detecção da doença não foi exigido.
O aviso aos municípios sobre a chegada de viajantes que estiveram em países com restrições é feito pela Anvisa.
Assim que desembarcam ao País, esses passageiros respondem a um questionário apontando qual a cidade destino e seus dados para contato. É com essas informações que a prefeitura entra em contato com a pessoa.
A Secretaria Municipal de Saúde disse que tem enviado regularmente amostras de casos positivos de Covid-19 da cidade para o Instituto Adolfo Lutz para o sequenciamento genômico. "Até o momento, nenhum caso da ômicron foi identificado. As variantes prevalentes no município são a gama e a delta, que já estão presentes há vários meses", apontou a pasta.