Não recuamos e muito menos estamos intimidados pela reação do vereador (Eduardo Borgo - coluna Entrelinhas de ontem). Temos todas as provas juntadas, com vídeos e pronunciamentos dele incitando as pessoas ao tratamento precoce, comprovando nossa iniciativa. Como servidor público, ele deve zelar pela segurança dos moradores e, ao promover a defesa do uso indiscriminado de medicamentos já comprovados como inúteis, incide em grave erro. Se formos acionados, o crime de responsabilidade dele está mais do que comprovado, pois com sua fala induziu muitas pessoas na utilização de algo prejudicial à saúde. Além disso, disseminou pesquisas que se mostraram falsas e isso também serviu para agravar e aumentar o dolo.
Como podemos ser indiciados por denunciação caluniosa se quem incidiu em graves erros foi ele, quando repetidamente, como já é do conhecimento público, procedeu contrário aos ditames da Ciência? Estamos prontos para o que der e vier, tranquilos e cientes de termos somente tentado mostrar dos limites que toda pessoa deve ter para com seu semelhante.
Quando ultrapassados, impedir que algo dessa forma continue a ocorrer, deveria ser encarado como natural, pois devolve a noção de normalidade diante de anomalias impossíveis de terem continuidade com a passividade coletiva. Agimos, simplesmente, para que o vereador se contenha daqui por diante de arroubos prejudiciais à saúde coletiva.