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Infiltrações: Sambódromo tem 70 pontos que terão sondagens de solo

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 3 min

O Sambódromo Municipal de Bauru tem ao menos 70 pontos que necessitam de sondagens de solo para que a Secretaria de Obras analise o local, por meio de um estudo técnico contratado, e direcione as intervenções necessárias que o espaço de entretenimento necessite. Um dos principais objetivos desta demanda consiste em descobrir se a área subterrânea e o entorno do terreno têm risco ou não de sofrer, num futuro próximo, algum tipo de colapso por infiltração de água, como ocorreu com a erosão de 2019.

Para isso, a prefeitura já realizou a etapa de pesquisa de preço e abrirá licitação em janeiro de 2022 para contratação de uma empresa especializada neste tipo de estudo. A pasta estima que este serviço de sondagens de solo, que compreende um laudo conclusivo, tenha um custo de aproximadamente R$ 200 mil ao cofre municipal. Este procedimento faz parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Prefeitura e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), em decorrência da erosão aberta e consertada há dois anos (leia mais no quadro abaixo).

Segundo o secretário de Obras, Leandro Joaquim, e o diretor de divisão de projetos e infraestrutura, Willian Conte, o Sambódromo está interditado parcialmente desde 2019, na área de 800 metros da pista de desfile, mas os 100 metros de cada ponta, da concentração e dispersão, são utilizados pelo Detran-SP para os exames de obtenção da habilitação. Diariamente estes espaços são utilizados também para alunos treinarem com os veículos.

APURAÇÃO

Segundo a pasta, dentro destes 70 pontos os principais deles são a drenagem, tubulação de esgoto situada abaixo da pista do Sambódromo e seus possíveis vazamentos; as galerias de águas pluviais, minas, taludes e lençol freático. Uma das preocupações do secretário Leandro Joaquim é a de possíveis contaminações de solo, que precisam ser apuradas por este estudo a ser contratado. Uma equipe de profissionais especializados da Unesp Bauru também participará deste processo, durante o estudo e na etapa de intervenções que sejam necessárias.

Ainda de acordo com Leandro Joaquim, um estudo desta magnitude, depois de iniciado, dura em torno de sete meses para ser concluído. A partir disso, a preocupação será, também, financeira, adianta o secretário. Segundo ele, pela sua experiência, dependendo dos tipos de intervenções que o estudo possa identificar e a necessidade de obras, o custo ficará na casa dos milhões de reais.

"Historicamente, antes ainda da erosão de 2019, já ocorreu problema subterrâneo no Sambódromo, na linha longitudinal da pista, devido a tubulação de esgoto. Em linha transversal, saindo do Geisel, há pontos de acomodação de água das galerias, tanto abaixo das arquibancadas quanto da pista. Há muitas minas de água ali", disse o secretário.

E como o Sambódromo é muito extenso, este estudo vai dar um laudo conclusivo com alto grau de confiabilidade para tudo o que precisa ser feito, não só na área onde houve a erosão, mas também em todo o terreno e na via próxima, a rua dos Abacateiros, acrescentou o diretor da pasta, Willian Conte.

OUTROS PROBLEMAS

Habitualmente, o Sambódromo tem sido moradia de pessoas desabrigadas. Na semana passada, quando não houve chuva, a reportagem encontrou pontos de fogueira, sobretudo nas arquibancadas, devido ao frio.

Moradores do entorno do Sambódromo, ao avistarem a reportagem, reclamaram das tampas de concreto das bocas de lobo que estão quebradas há um bom tempo e não foram consertadas. Outro ponto que deve receber atenção da prefeitura será na rua Otacílio Garms, que liga o Sambódromo ao Jardim Marambá. Essa via possui diversos metros sem calçadas em terrenos sem construções. E quando há calçamento, o mato toma o local e encobre parcialmente algumas placas de trânsito.

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