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Espaço colaborativo atrai artesãos

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

Um modelo de negócio colaborativo, conhecido nas capitais, tem atraído cada vez mais atenção de artesãos e pequenos empresários em Bauru. A loja compartilhada é um conceito relativamente novo e reúne diversas marcas que, individualmente, teriam poucas chances de manter um espaço físico próprio. A empresa, chamada Casa Autoral Moda Colaborativa, fica na quadra 11 da avenida Nossa Senhora de Fátima, importante ponto comercial da cidade.

O espaço foi inaugurado em 2019, com 18 marcas. Hoje, são 50, entre confecções, cosméticos, acessórios, crochês, café e até cachaça. Os artesãos participantes produzem e, em vez de saírem vendendo, enviam diretamente para a loja, que expõe as marcas e cobra uma taxa sobre o serviço.

A empresa trabalha apenas com produtos autorais, ou seja, não comercializa itens industrializados em larga escala.

MAIS BARATO

A primeira vantagem é a redução de custos. "O investimento não chega nem a 5% do que seria se o artesão tivesse uma loja sozinho", explica Roberta Monson, uma das idealizadoras e administradoras da Casa Autoral. Ela é dona de uma marca de moda feminina e as peças também estão disponíveis na loja.

A empresa fatura 20% sobre o valor de cada venda, para cobrir custos como infraestrutura, contas do prédio, aluguel e salário de uma vendedora, que atende no local.

Outro ponto positivo é a economia de tempo. Como não precisam sair para vender, os artesãos podem investir mais horas produzindo e criando novas peças, como é o caso de Vanessa Tavan de Oliveira, parceira da loja colaborativa desde 2019 (leia mais abaixo).

Além disso, segundo os idealizadores, a exposição também ajuda a atrair e a convencer clientes. "É importante ter um ponto físico. O cliente vem, conhece, pega o produto. E acaba se interessando por outras coisas. Isso cria uma rede colaborativa e uma marca acaba ajudando a outra, dá mais visibilidade", complementa Roberta.

INOVAÇÃO

A ideia surgiu depois que Roberta e Thais Siqueira, a outra idealizadora e administradora da Casa Autoral, se conheceram durante feiras de vendas em outras cidades. "Eu já tinha participado de uma temporada de verão em uma loja colaborativa em Campinas e tinha vontade de trazer para Bauru. Deu um frio na barriga, por ser um modelo inovador para a cidade, mas a aceitação foi boa desde o começo", conta Thais, que mantém uma confecção própria de lingeries na Casa.

Cada marca tem acesso a um controle de vendas e pode acompanhar o desempenho do produto, bem como o estoque disponível.

O local ainda conta com um salão de cabeleireiro e um estúdio de tatuagem, que ajudam a atrair clientes.

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