Economia & Negócios

Hora de organizar o futuro profissional

Estadão Conteúdo
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Desde comprar um presente até mudar de carreira, a organização financeira se tornou essencial para o bem-estar dos brasileiros. Um estudo feito pela Creditas e pelo Ibope Inteligência apontou que 27% dos brasileiros entrevistados afirmaram que as dívidas impactam na sua autoestima. Dos mil entrevistados, 39% têm insônia por causa das contas atrasadas. Pensando nisso, colaboradores e empresas têm buscado cursos e consultorias de educação financeira para organizar o presente e o futuro profissional.

A demanda é uma consequência da instabilidade gerada pela pandemia, explica Viviane Sales, vice-presidente da Creditas Work. A dificuldade para pagar um tratamento de saúde ou comprar o básico para a alimentação são alguns dos problemas que afetam mentalmente e fisicamente os trabalhadores. A situação, muitas vezes, resulta em casos de depressão e ansiedade. "Sabemos que um colaborador que está endividado ou com problemas financeiros tem mais chance de ter esses problemas", diz.

A educação financeira chega como uma maneira de ajudar o profissional a se organizar financeiramente e, assim, alcançar o bem-estar. "As pessoas têm uma necessidade e um interesse de ter informações sobre educação financeira e saber como utilizar melhor o salário", comenta a executiva. Não apenas para cuidar de dívidas, mas para planejar as finanças e pensar no futuro, mudar de carreira ou fazer um investimento.

A personal trainer Juliana Paiva sabe como é passar por dificuldades financeiras. Em 2019, ela trabalhava em dois empregos, um em uma academia, onde já estava havia 11 anos, e outro na área de reabilitação em um laboratório, onde começou fazia pouco mais de 15 dias. Com a pandemia, ela foi demitida da academia. Então, decidiu que era o momento de reorganizar a vida.

"Eu me vi em outra carreira e falei: 'Tenho que fazer um planejamento financeiro porque senão eu não vou ter dinheiro para pagar as contas até o final do ano, né?'", conta Juliana. Além do problema financeiro, a personal trainer queria mudar a carreira profissional. No laboratório, descobriu que queria seguir na área de reabilitação, estudar mais e fazer um mestrado.

Saber quanto se gasta mais do que se ganha, como investir, como fazer uma reserva de emergência, todas essas questões Juliana aprendeu em um curso de educação financeira que encontrou na internet. Com o conhecimento, ela conseguiu reservar parte de sua renda e ter um tempo para estudar. Assim, se tornou uma pesquisadora no Laboratório de Psicofisiologia do Exercício (LaPE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

"É um ponto que eu acertei porque sei que tenho horários certos para estudar", comenta, "Eu tenho esse planejamento. Eu sei o quanto de dinheiro quero que entre, o quanto eu quero guardar, tudo certinho para dar certo."

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