O corpo do ídolo e ex-atacante do Santos, Dorval, foi sepultado na manhã desta segunda-feira (27), no Cemitério Paquetá, em Santos. O ex-jogador, que estava internado na Casa de Saúde de Santos, faleceu no domingo (26), aos 86 anos de idade, por insuficiência cardíaca. O velório ocorreu no domingo, no Salão de Mármore da Vila Belmiro.
O enterro contou com a presença de familiares e alguns amigos. Um membro de uma torcida organizada do Santos levou uma bandeira dedicada a Dorval. Em homenagem, a direção do Santos decretou luto de sete dias.
"Dorval é um dos jogadores inesquecíveis, que ajudou a construir essa linda história do Santos. Merece todas as reverências por sua trajetória. O Santos perdeu um de seus maiores ídolos", lamentou o presidente do Santos, Andres Rueda.
Nascido em Porto Alegre, em 26 de fevereiro de 1935, Dorval Rodrigues desembarcou no time da Vila Belmiro em 1957 e fez história, ao lado de outros ídolos. Na década seguinte, chegou a compor o que os torcedores chamaram de "Ataque dos Sonhos", jogando com Pelé, Pepe, Mengálvio e Coutinho.
"Todos que amam futebol acordaram tristes hoje. Meu grande amigo, parceiro e o melhor ponta-direita da história, Dorval, se despediu de nós. O Santos perdeu um herói. O futebol perdeu um gênio. Descanse em paz, meu amigo", disse Pelé no domingo. "Adeus, amigo Macalé! Descansou... Vá em paz. Coração triste demais. Que Deus conforte a sua família", comentou Pepe.
Atual executivo de futebol do Santos, Edu Dracena também lamentou a morte do ídolo. "Muito triste com a partida do nosso ídolo eterno Dorval, membro do maior ataque de todos os tempos! Obrigado por ter ajudado a construir a história mundialmente conhecida do Santos Futebol Clube Descanse em paz, Dorval."
Dorval participou das conquistas da Libertadores em 1962 e 1963 e dos Mundiais, nos mesmos anos. Em nível nacional, esteve no time santista campeão brasileiro em 61, 62, 63, 64 e 65 e campeão paulista em 58, 60, 61, 62, 64 e 65.
No total, o ex-atacante somou 612 jogos com a camisa do Santos. É o quinto mais jogos entre todos os jogadores da história do clube. Ele também se destacou balançando as redes. Com seus 194 gols, é o sexto maior artilheiro da história do clube.
Ele também vestiu a camisa da Seleção Brasileira. Foram 13 partidas, entre 1959 e 1963. Dorval ainda defendeu as cores do Juventus-SP, Racing, da Argentina, Athletico, Valencia, da Venezuela, e do SAAD-SP, onde encerrou a carreira em 1972.
Em 2016, Dorval foi um dos ex-jogadores do Santos a entrar para a calçada da fama do Museu Pelé, ao lado de Mengálvio, Coutinho, Pepe, Lima, Juary e Léo. No ano seguinte, a homenagem foi em outro lugar. No aniversário de 105 anos do Santos, em 2017, o ex-atacante e os antigos parceiros do "Ataque dos Sonhos" foram prestigiados pelo clube e também gravaram os seus pés no Memorial de Conquistas da Vila Belmiro.