As seis pessoas que chegaram de viagem recente da África do Sul não são mais monitoradas pela Secretaria de Saúde de Bauru em razão da ômicron. De acordo com a pasta, nenhum dos viajantes apresentou sintomas ou sinais da Covid-19 e o prazo de 14 dias do isolamento social obrigatório cumprido por eles terminou.
O JC noticiou, em 14 de dezembro, que essas pessoas seguiam em casa e eram monitoradas em obediência aos protocolos sanitários, pois a ômicron, que foi descoberta na África do Sul, é considerada "variante de preocupação".
Os passageiros que vieram de lá desembarcaram em Bauru entre 30 de novembro e a segunda semana de dezembro e eram monitorados, após alerta preventivo da Anvisa. O período de isolamento acabou entre a semana passada e a retrasada.
SEM REGISTROS
Até o momento, a cidade não contabiliza outros casos do tipo em monitoramento e também não há registros sobre a presença da nova cepa da Covid-19 no município.
O Departamento de Saúde Coletiva (DSC) destaca, contudo, que a ômicron já possui transmissão comunitária pelo País, por já existirem casos autóctones em solo brasileiro.
Em razão disso, para todos os pacientes com síndrome gripal, a Saúde têm coletado exames e o laboratório local do Instituto Adolf Lutz encaminha amostras para sequenciamento, na Capital, a fim de controlar uma possível identificação da variante.
DELTA PREDOMINA
Até esta segunda-feira (27), nenhuma das amostras já sequenciadas de Bauru apresentou confirmação da ômicron. Os resultados têm indicado que a variante delta ainda é a predominante entre os casos positivos de Covid-19 confirmados no município.
Mais resultados de exames são aguardados pela prefeitura, mas eles levam cerca de 20 dias para serem finalizados e comunicados ao poder público.
ATENÇÃO
A Saúde municipal afirma também que está atenta às aglomerações de final de ano e ressalta que cancelou as festividades públicas, embora estejam liberados eventos no Estado, justamente com foco em evitar uma nova onda de casos durante a pandemia.
"A recomendação é manter uso de máscara, distanciamento social e uso de álcool em gel ou lavagem das mãos", frisa a Saúde municipal.