Washington - Com o avanço da variante ômicron, mais transmissível que as outras cepas em circulação, o planeta voltou a bater recorde de casos de contaminação pela Covid. Os dados são da plataforma Our World In Data, ligada à Universidade de Oxford, no Reino Unido, que registrou nesta segunda (27) média diária de 847.136 casos, considerando os sete dias anteriores, a chamada média móvel. Antes disso, o recorde anterior havia sido registrado em 28 de abril deste ano, com média de 826.973 casos, quando havia pouca disponibilidade das vacinas.
Já o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA anunciou nesta terça (28) que a ômicron já respondia por 58,6% dos casos de Covid-19 no país na semana que terminou no sábado (25). Hoje, nos EUA, as infecções se dividem entre a ômicron, que já possui maior fatia com seus 58,6%, e a delta, que está em 41,1%.
Com o avanço da vacinação, porém, o número de mortes em todo o mundo permanece abaixo do registrado em ondas anteriores. Mesmo assim, a Organização Mundial da Saúde afirmou nesta terça que prevê que a ômicron provoque aumento nas hospitalizações, sobretudo entre pessoas não vacinadas.
A explosão recente de contaminações da doença acontece de forma diferente pelo mundo e impulsionada por países do hemisfério norte, que enfrentam o frio do inverno. Só os EUA têm confirmado média de mais de 237 mil casos por dia. A Europa também tem batido recordes absolutos, com média de 441,5 mil casos só nesta segunda.
Já o Brasil, por outro lado, está em um dos momentos com menor confirmação de casos desde o início da pandemia, com média móvel de 4.311 contaminações, de acordo com números levantados pelo consórcio de veículos de imprensa.