Assim como ocorre na Bahia, Minas Gerais vem sendo castigada por fortes chuvas que já mataram seis pessoas e deixaram mais de 2 mil desabrigadas. Os temporais se concentram sobretudo no norte do Estado, onde 212 bombeiros atuam nas cidades mais afetadas. A força-tarefa também conta com o reforço de 10 mil militares do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres.
Até quarta-feira (29), mais de 60 cidades decretaram situação de emergência. Uma das cidades mais afetadas foi Salinas, na região norte de Minas. Na segunda (27), as chuvas causaram o transbordamento de um rio que corta o município, alagando as principais vias da cidade.
Já em Montes Claros, também no norte de Minas, os bombeiros atuam na vistoria da barragem Vai Quem Pode, que está sendo monitorada pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil. Desde que a temporada de chuva começou, seis pessoas já morreram no Estado. As mortes foram registradas nos municípios de Uberaba, Coronel Fabriciano, Nova Serrana, Engenheiro Caldas, Pescador e Montes Claros.
Em nota, o governo do Estado diz que montou uma força-tarefa para enfrentar os estragos causados pelas chuvas. A previsão é de que as chuvas continuem. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, o tempo segue instável em todo o Estado, mas o volume de chuva tende a diminuir no norte de Minas. Já nos próximos dias, boa parte das regiões do Estado devem registrar fortes chuvas.
Ainda segundo o instituto, os temporais que já mataram 21 pessoas na Bahia estão se deslocando em direção ao Sudeste do País e deveriam alcançar nesta quarta-feira os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
TOCANTINS
As chuvas fortes também atingem quase 150 pessoas no Tocantins. Até esta quarta-feira (29), segundo a Defesa Civil, 147 pessoas foram afetadas pelas águas, principalmente devido à cheia do Rio Tocantins.
Deste grupo, de acordo com o governo, 30 foram desabrigadas e levadas a abrigos públicos, como escolas, e 62 foram desalojadas e estão em casas de parentes. Outras 55 pessoas chegaram a ser resgatadas, em zonas rurais, mas permanecem nas próprias casas.
O Rio Tocantins corta o Estado de norte a sul e passa pela Capital, Palmas. Um dos locais mais afetados é Miracema do Tocantins, 60 km ao norte de Palmas, mas foram atingidas também as regiões sudeste e a do chamado Bico do Papagaio, no extremo norte, próximo à usina hidrelétrica de Estreito.
A área foi visitada ontem pelo governador tocantinense em exercício, Wanderlei Barbosa. Ele está no cargo desde o afastamento do titular, Mauro Carlesse (PSL), que enfrenta um pedido de impeachment. Ele foi tornado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no início do mês.
As chuvas provocaram registros de inundação em algumas cidades e alagamentos em moradias de ribeirinhos. As condições, segundo o governo, forçaram a abertura das comportas das usinas, localizadas rio acima, para desimpedir o fluxo das águas. "
"A recomendação é de que, quem mora em áreas de risco, ou seja, áreas inundáveis, bem próximas às margens dos rios em questão, se desloquem para um local seguro com as orientações da Defesa Civil local", explica o diretor-executivo da Defesa Civil do Tocantins, major Alex Matos Fernandes.