O ministro da Educação, Milton Ribeiro, esteve em Bauru e Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) nesta quinta-feira (30), onde se encontrou com os prefeitos de outras seis cidades - Macatuba, Pederneiras, Borebi, Areiópolis, Agudos e São Manuel. De todos, ouviu pedidos e apresentação de demandas. De concreto, o ministro confirmou a construção de uma escola em Lençóis, obra já anunciada há cerca de 20 dias, quando o prefeito Anderson Prado (DEM) esteve em Brasília, além da liberação de recursos para a construção, também em Lençóis Paulista, de uma creche. Em Bauru, deu encaminhamento às tratativas para implantação de um Instituto Federal.
A escola anunciada deve ter capacidade para atender até 200 alunos e será construída no bairro Santa Terezinha. Já a creche deve ser instalada no Jardim Carolina, com capacidade para atender cerca de 150 crianças. O prédio da escola, de acordo com o ministro, tem um projeto modificado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que conta com recursos ecologicamente corretos, como possibilidade de instalação de rede fotovoltaica, armazenamento da água da chuva e ampliação para atendimento de maior demanda de alunos, através da instalação de módulos ou blocos.
A previsão é de que as duas obras, estimadas entre R$ 6 milhões e R$ 7 milhões, sejam concluídas em 2022. O prazo de conclusão dependerá, de acordo com Milton Ribeiro, da gestão dos recursos que será feita pela prefeitura de Lençóis Paulista, desde a licitação. A escola será construída em área institucional da prefeitura.
INSTITUTO FEDERAL
Antes de se encontrar com os prefeitos em Lençóis Paulista, Milton Ribeiro esteve em Bauru onde se reuniu com a secretária de Educação, Maria do Carmo Kobayashi, e com o chefe de Gabinete, Rafael Lima Fernandes. O principal foco da conversa foi a respeito da instalação de um câmpus do Instituto Federal de Educação de São Paulo (IFSP) em Bauru.
O ministro lembrou que o município tem o perfil adequado para receber um câmpus da instituição, possibilitando a formação superior técnica e uma inserção mais rápida de jovens no mercado de trabalho. O Ministério da Educação e a Prefeitura de Bauru ainda estão definindo uma área para a instalação do Instituto Federal. As tratativas vão seguir em 2022.
Ainda na reunião, o ministro disse que a criação de uma Escola Cívico-Militar será discutida entre o município, o governo do Estado e a União no ano que vem. "A escola se mostrou uma ferramenta muito útil, porque não visa militarizar a escola, mas trazer muito mais do civismo. Além de tudo, traz melhoria no seu entorno , já que a condição para ter este tipo de escola é que seja implantada em bairros com vulnerabilidade, seja de violência ou econômica", explicou
VACINAÇÃO
Sobre um despacho assinado por ele e publicado nesta quinta-feira (30), no Diário Oficial da União, no qual estabelece que as instituições federais de ensino não podem cobrar de diretores, professores e alunos que estejam vacinados contra a Covid-19 para voltar às aulas presenciais, e sim, que apenas apliquem os protocolos sanitários determinados pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), Milton Ribeiro disse que apenas concordou com uma manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU), considerando decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e normas expedias pelo CNE. "Não é uma volta a qualquer preço. Nunca falamos isso. É uma volta com os cuidados. Ademais, todos os professores estão vacinados. Parte dos alunos está vacinada. Aquele que está vacinado, não tem que temer quem não está vacinado. Afinal de contas, está ou não imunizado? Acredita ou não na vacina?", questionou o ministro.
Na opinião do ministro, a decisão pela vacina é pessoal e só poderá ser cobrada em instituições de ensino mediante lei, que deve ser federal no caso de institutos e universidades federais. "Isso está sendo usado politicamente e, no meu entendimento, de maneira desequilibrada", disse.