O ano que terminou não foi fácil para ninguém. Marcado pelo momento mais grave da pandemia da Covid-19 e por crise econômica, 2021 foi um período duro, mas, ao que tudo indica, o pior parece ter passado. Lideranças da cidade ouvidas pelo JC acreditam que o novo ano que começa hoje será de recuperação, mesmo que em velocidade menor que a desejada, o que permite aos moradores restaurar ao menos um sentimento de otimismo realista.
Mas 2022 continuará imerso em desafios, seja na economia, diante da necessidade de gerar condições para ampliar investimentos e de combater o empobrecimento da população, ou na política, com a aproximação de novas eleições gerais que prometem forte polarização e acirramento do embate entre correntes contrárias. As lideranças representativas, aliás, destacam a necessidade de aprofundamento dos debates em todos os âmbitos e também de fortalecimento dos esforços em busca de soluções para os problemas da cidade, movimento que deve ser acompanhado de perto de pelos cidadãos para uma efetiva transformação coletiva.
"Nossa perspectiva é de uma situação mais favorável. Vivemos dois anos muitos difíceis com a pandemia. Os desafios foram enormes na saúde e na economia, infelizmente perdemos pessoas queridas e outros sentiram o impacto do desemprego. Agora, com a pandemia mais controlada, esperamos que as pessoas tenham condições de trabalhar, com geração de empregos e abertura de empresas. E a prefeitura está trabalhando para atrair investimentos. No governo municipal, queremos fazer mais em 2022, avançando em áreas como saúde, educação e infraestrutura, sempre pensando na qualidade de vida dos moradores de Bauru.” Suéllen Rosim, prefeita municipal.
"As eleições serão acirradas, com forte polarização. São Paulo tem nomes da esquerda e direita com condições de disputar o segundo turno. É difícil fazer previsões, mas estou confiante de que o ministro Tarcísio Gomes de Freitas será eleito governador. Em âmbito federal, a disputa também será acirrada e não dá para subestimar nenhum cenário. Bolsonaro deu azar por ter de lidar ao mesmo tempo com pandemia, crise econômica mundial, crise hídrica, inflação. Já na eleição para deputado federal, estou otimista sobre minha reeleição, porque ampliei muito minha base eleitoral.” Capitão Augusto, deputado federal.
"Antes de mais nada, sou um otimista. Acredito que, em 2022, começaremos a ter uma retomada da economia com a redução contínua do desafio da pandemia. Isso vai significar mais oportunidades e empregos em nossa região. Por outro lado, será um ano desafiador, com um processo eleitoral que deve continuar com o fenômeno da polarização excessiva e baixa profundidade dos debates. O Brasil precisa encontrar seu caminho para voltar a crescer, combatendo as desigualdades sociais e os problemas ambientais.” Rodrigo Agostinho, deputado federal.
"Espero que a Câmara possa se debruçar em assuntos importantes para a cidade e ajudar o Executivo a encontrar soluções para estes problemas. Temos grandes desafios, como a falta d’água, a Lei dos Ambulantes, a Lei de Uso e Ocupação de Solo, o novo Plano Diretor, a PPP do Lixo, a PPP da Iluminação, a revitalização do Centro, a ETE, além das incertezas sobre a Emdurb e Cohab. Desejo que possamos fazer discussões aprofundadas sobre estes assuntos, para que a população não seja prejudicada com as decisões de seus governantes. E que a Câmara gaste mais tempo discutindo grandes temas com estes e menos com polêmicas.” Vereador Markinho Souza, presidente da Câmara de Bauru.
"Penso que teremos um ano de muita positividade, teremos eleição e pós-pandemia em 2022. Acredito que Bauru conseguirá aumentar significativamente os postos de trabalho, geração de emprego e renda. A construção civil também deve aumentar bastante sua contribuição com o PIB de Bauru, bem como o setor de serviços, em virtude de uma demanda reprimida por conta da pandemia. Esperamos que a cidade tome um rumo mais técnico em sua gestão, ou seja, que se tenham mais pessoas técnicas como gestores públicos.” Alfredo Neme Neto, presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag).
"Nesse início de 2022, posse do novo Conselho Superior da Magistratura (biênio 2022/2023), o Poder Judiciário de São Paulo continuará a prestar a jurisdição de forma plena, consideradas as inovações implementadas desde o começo da crise sanitária, sempre buscando incrementar a eficiência na prestação jurisdicional. O norte do Judiciário Bandeirante está fincado na segurança jurídica, sendo tal o espírito de seus magistrados e servidores, com a colaboração de todos os agentes do sistema de justiça, garantindo o estado democrático de direito e a paz social ao povo de São Paulo.” Ricardo Mair Anafe, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo.