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ONU: País foca África e AL em novo mandato no Conselho de Segurança

FolhaPress
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Brasília - O ano de 2022 começará com a volta do Brasil ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). Na próxima terça-feira (4), o País toma posse para um mandato de dois anos como membro não permanente da instituição, com sete metas em foco. Segundo disse ao jornal Folha de S.Paulo o embaixador Ronaldo Costa Filho, chefe da missão brasileira na ONU em Nova York, o País planeja usar o assento para debater questões relacionadas à América Latina, com foco em Haiti e Colômbia, e se dedicar à frente de trabalho envolvendo conflitos na África, "em busca de soluções mais ágeis e que ouçam todos os lados".

Em paralelo, o diplomata prevê manter o pleito de reforma do órgão - que há tempos é alvo de questionamentos sobre sua capacidade concreta de ação para a manutenção da paz. O Itamaraty tem embaixadas em ao menos 33 nações na África. Na Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT, 2003-2010), a diplomacia brasileira buscou reforçar laços com o chamado Sul global, em movimento que incluiu a abertura de representações diplomáticas no continente.

Sob Jair Bolsonaro (PL), porém, a prioridade foram as relações com os EUA - em busca de aliança com o então presidente Donald Trump, que não conseguiu se reeleger - e com países comandados por líderes conservadores, como a Hungria de Viktor Orbán e a Polônia de Andrzej Duda.

Entre os conflitos africanos que podem chegar ao Conselho de Segurança estão o confronto entre governo e opositores na Etiópia, ataques de um grupo armado na República Democrática do Congo, as consequências de golpes militares no Mali e a reconstrução da Líbia, devastada por uma guerra civil que começou após uma intervenção estrangeira autorizada pela ONU --à época, o Brasil também tinha mandato no órgão e se opôs à ação, mas foi voto vencido.

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