Tribuna do Leitor

Agronegócio socorre o País

Paulo Panossian
| Tempo de leitura: 1 min

Se hoje o Brasil tem um colchão de reservas cambiais da magnitude de US$ 365 bilhões é, literalmente, graças à pujança do nosso agronegócio, que há décadas vem acumulando superávit na balança comercial. E pela sua alta produtividade (uma das maiores do mundo), ainda proporciona a um preço razoável os alimentos básicos da família brasileira. E para 2022 o crescimento da produção no campo será excepcional, estimado entre 3,5% a 5%, que poderá ajudar que o nosso PIB neste ano não seja negativo. Porém, pela expectativa dos especialistas, será entre zero a 0,7%. Medíocre!

Já que o setor industrial, se crescer, será de no máximo 1%. A construção civil, que em 2021 cresceu 7,2%, em função dos juros baixos para financiamento de imóveis, não têm boas perspectivas para esse ano. Idem para o setor de serviços. E no consumo das famílias, apesar do Auxílio Brasil, de R$ 400,00, devemos lembrar que a reposição de empregos ocorre com achatamento de salários. E, com a alta da taxa Selic de 2% para 9,25%, e previsto para esse ano para 11,25%, o custo de empréstimos bancários está nas alturas e penalizará o setor produtivo e consumo. E, como diz o ex-presidente do BC Affonso Celso Pastore, "O baixo grau de previsibilidade e a queda da qualidade das instituições geram clima hostil". Traduzindo: País que já teve Lula como presidente e agora tem Jair Bolsonaro não pode dar certo em tempo algum...

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