Internacional

Cinco nações assinam manifesto de paz

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Londres - Em um texto que pode ser lido como óbvio, hipócrita e necessário ao mesmo tempo, as cinco potências nucleares com assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas divulgaram um manifesto se comprometendo a não travar guerra com armas atômicas, enquanto cresce a tensão entre Rússia e Otan na Europa. Um manifesto deveria ser lido na abertura da décima conferência de revisão do TNP, que iria começar nesta terça (4) em Nova York, mas que foi adiada provavelmente para agosto devido ao alastramento da variante ômicron do novo coronavírus.

"Nós declaramos que não pode haver vencedores numa guerra nuclear, que nunca deve ser iniciada", diz o texto, completando que os "enquanto existirem", as bombas "devem servir apenas a meios defensivos, de dissuasão contra agressões e prevenção da guerra".

QUATRO DE FORA

O documento é assinado por Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França, as cinco potências com poder de voto e de veto na principal instância da ONU (Organização das Nações Unidas).

Há outros quatro países com a bomba, Israel, Coreia do Norte, Índia e Paquistão, e significativamente nenhum deles é signatário do TNP (Tratado de Não-Proliferação Nuclear).

Ao mesmo tempo, o texto emerge em um momento em que se fala abertamente na Europa do risco de uma confrontação entre Rússia e forças da Otan (aliança militar liderada pelos EUA) devido ao impasse nas fronteiras da Ucrânia.

O governo de Vladimir Putin concentrou mais de 100 mil homens na região para tentar forçar uma solução permanente que impeça a adesão do país vizinho à Otan, ameaçando sua posição geopolítica..

A tensão se arrasta desde novembro, e as conversas para discutir os termos de um ultimato de Putin, recheado de exigências inexequíveis para o Ocidente, devem começar nos próximos dias. O russo já falou duas vezes com o americano Joe Biden sobre a questão.

Com isso, o manifesto ganha urgência. 

Comentários

Comentários